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Produção de foie gras pode virar crime no Brasil após decisão histórica

Comissão da Câmara aprova PL que proíbe foie gras e alimentação forçada; sanção presidencial é necessária para a aplicação em todo o país

Câmara aprova lei que proíbe o foie gras e outros produtos de alimentação forçada. Veja as penas de prisão previstas e como a regra muda a culinária no Brasil
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  • Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou o Projeto de Lei 90/20, que bane a produção e venda de foie gras no Brasil.
  • A proibição abrange a técnica de alimentação forçada, conhecida como gavage, usada para hipertrofiar o fígado de aves.
  • Se virar lei, a prática passará a constar na Lei de Crimes Ambientais como maus-tratos, com pena de três meses a um ano de prisão e multas.
  • O projeto é de âmbito federal, buscando validade em todo o território nacional, e depende apenas da sanção presidencial para entrar em vigor.
  • A proposta já recebe apoio de gestores e movimentos de proteção animal, que ressaltam que a prática é proibida em diversos países.

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 90/20, que pretende banir a produção e a venda de foie gras no Brasil. A nova regra ataca a técnica de alimentação forçada de aves, conhecida como gavage, e já segue para a etapa final de sanção presidencial.

Segundo o texto, a prática é considerada maus-tratos aos animais e passará a integrar a Lei de Crimes Ambientais, com punições previstas para quem descumprir a norma. A proposta estabelece penas de prisão de três meses a um ano e aplicação de multas.

O relator do projeto, o deputado Fred Costa, afirmou que o procedimento causa sofrimento extremo às aves e aumenta a mortalidade. A proposta também envolve versões in natura, enlatadas e processadas do produto, abrangendo toda a cadeia produtiva.

O autor da iniciativa, o senador Eduardo Girão, destacou que o Brasil busca alinhamento ético com padrões internacionais, citando que a gavage já é proibida em países como Argentina, Austrália e Índia. Ao lado de movimentos de proteção animal, o setor gastronômico acompanha o trâmite.

Trata-se de medida de âmbito federal, diferente de tentativas anteriores que eram locais e foram derrubadas. Com a aprovação na Câmara, o texto segue para o Poder Executivo sancionar ou vetar, para que a proibição passe a valer em todo o território nacional.

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