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Promotores detalham cronograma do suspeito em tiroteio no Jantar da Casa Branca

Promotores detalham cronograma do tiroteio no Jantar da Casa Branca; defesa questiona evidências diretas e pede contato com o réu

O ataque ocorreu após um planejamento cuidadoso por parte de Allen
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  • Promotores federais detalharam o cronograma do tiroteio na Casa Branca e o armamento reunido por Cole Tomas Allen, mantendo-o na prisão até o julgamento.
  • O ataque ocorreu durante o Jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, no Washington Hilton, no fim de semana anterior, conforme alegações do governo.
  • Segundo o processo, Allen viajou de Los Angeles a Washington em trem, ficou hospedado no hotel do evento e pesquisou informações sobre o jantar e seus participantes.
  • No dia do jantar, ele teria tirado uma selfie com armas às 20h03, saiu do quarto às 20h15, e cerca de 20h30 enviou um e-mail detalhando intenções; minutos depois correu para o posto de controle, abriu mão do casaco e atirou, sendo o agente do Serviço Secreto atingido por tiros.
  • O agente respondeu com disparos, cinco vezes, contra Allen, que acabou preso; promotores dizem que a vítima pretendida era o presidente e outros altos funcionários, enquanto a defesa questiona as evidências de ataque direto e aponta dificuldade de contato com o réu na prisão.

Promotores federais apresentaram nesta quarta-feira (29) uma visão mais detalhada do caso contra Cole Tomas Allen, acusado de tentativa de assassinato do presidente dos EUA durante o Jantar da Casa Branca. O tiroteio ocorreu no Washington Hilton, durante o evento de imprensa no fim de semana anterior, quando Trump e membros do Gabinete estavam presentes. Segundo o DOJ, o ataque envolveu um armamento significativo e comunidade de risco alto.

O governo sustenta que Allen reuniu um arsenal e planejou o ataque com semanas de antecedência, depois de viajar de trem pelo país até Washington, DC. Os promotores disseram que ele chegou ao hotel no sábado à noite, verificou a agenda do presidente e, pouco antes das 20h, aproximou-se do posto de segurança com uma espingarda calibre 12, uma pistola, facas e munição para recarga.

Segundo a acusação, Allen deixou o casaco longo, revelou as armas e correu em direção ao salão de festas onde Trump e outros estavam. Um agente do Serviço Secreto abriu fogo contra ele, disparando cinco vezes; ninguém atingiu Allen, que foi imediatamente detido. A defesa questiona a narrativa e afirma que não há evidência direta das acusações.

A avaliação balística apresentada pelos promotores indica que houve disparo na direção do agente do Serviço Secreto. Investigadores também recolheram um cartucho deflagrado na câmara da espingarda e um fragmento na cena compatível com um único projétil. O gabinete do procurador informou que a análise continua em andamento.

Allen, 31 anos, natural da Califórnia, ainda não se declarou culpado ou inocente. A defesa pediu acesso amplo para se reunir com ele, alegando dificuldades enfrentadas no sistema prisional de Washington, DC. Segundo os advogados, o réu tem mantido apenas visitas por telefone e em cela isolada.

A audiência de custódia ocorreu no início desta semana, quando o juiz autorizou visitas legais irrestritas ao longo do processo. Os advogados destacaram que Allen não possui antecedentes criminais, o que foi ressaltado pela defesa como fator relevante para a avaliação de risco e medidas de liberdade provisória.

De acordo com a acusação, a preparação de Allen incluiu reservar estadia no Washington Hilton por dois dias e pesquisar informações sobre o jantar, a programação e os participantes. Em 6 de abril, ele teria iniciado o planejamento, com viagens subsequentes de Los Angeles a Chicago e, finalmente, a Washington, chegando a cidade no dia 24 de abril.

No dia do evento, o processo descreve que Allen permaneceu no hotel, consultou a agenda do presidente e transmitiu ações de seu plano por meio de mensagens programadas para familiares e ex-empregadores. Às 20h30 de sábado, ele pretendia alcançar as caixas de entrada para comunicar suas intenções.

Promotores afirmam que o ataque foi um ato de violência política extrema, com alvo de alto nível do governo. A defesa contesta a narrativa, alegando falta de evidência direta para as acusações de ataque ao presidente. O caso segue em tramitação, com novas informações sendo coletadas pela investigação em curso.

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