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PT avalia levar ao STF contra PL da dosimetria que beneficia Bolsonaro

PT avalia levar ao STF questionamento à constitucionalidade do PL da Dosimetria, buscando anular a derrubada do veto de Lula e evitar retroatividade

Líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (PT-SC)
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  • O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirmou que o partido avalia questionar a constitucionalidade do PL da Dosimetria e entrar com ação no STF.
  • O objetivo é anular a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL 2162/2023, que reduz penas de condenados por crimes ocorridos em 8 de janeiro de 2023.
  • A votação conjunta no Congresso, com 318 deputados e 49 senadores, decidiu pela anulação do veto presidencial.
  • O PL da Dosimetria altera regras de cálculo de penas, combinando apenas a pena mais grave (concurso formal) e reduz o tempo mínimo de progressão de regime, com efeitos potenciais para outros crimes.
  • O Planalto justificou o veto afirmando que a medida poderia incentivar crimes contra a ordem democrática e representar retrocesso na redemocratização.

O PT avalia levar o tema ao STF para questionar a constitucionalidade do PL da Dosimetria, que beneficia apoiadores de Bolsonaro. A ação pode buscar anular a derrubada do veto presidencial ao projeto 2162/2023.

Segundo o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, a avaliação envolve questões de ordem, direito de defesa e a própria decisão do Supremo. A bancada entende que houve retroatividade em atos julgados, o que seria inconstitucional.

O PL da Dosimetria, aprovado pelo Congresso no ano passado, foi integralmente vetado pelo presidente Lula. A oposição defende que a mudança poderia reduzir penas para crimes cometidos em 8 de janeiro de 2023.

Na Câmara, o relator Paulinho da Força determinou que a remição seja compatível com prisão em regime domiciliar, para evitar insegurança jurídica. O texto prevê concurso formal de penas e, em caso de condenação, aplica apenas a pena mais grave.

Os efeitos do projeto, porém, poderiam se estender a outros crimes que envolvam violência contra o Estado Democrático de Direito. O Planalto argumenta que a medida reduziria a resposta penal e incentivaria retrocessos na história democrática.

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