- A rejeição de Jorge Messias para vaga no STF pelo Senado ocorreu nesta quarta-feira, 29, com 42 votos contrários e 34 favoráveis, após ter sido aprovada na CCJ.
- É considerado ato inédito desde a redemocratização, já que a última recusa de nome do presidente para o STF ocorreu há 132 anos, no governo de Floriano Peixoto.
- A imprensa internacional classificou o episódio como derrota histórica para o governo de Lula e apontou desgaste na relação com o Senado, além de dúvidas sobre a capacidade dearticulação de Lula.
- Veículos como El País, Associated Press e Bloomberg destacaram o impacto político, incluindo um possível fortalecimento de grupos ligados a Jair Bolsonaro e a necessidade de diálogo com o Congresso.
- Reportagens associaram o episódio a estratégias de lobby do governo para viabilizar aprovação e ao uso de emendas parlamentares e negociações de cargos para contornar a oposição.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva enfrentou nesta quarta-feira uma derrota judicial e política relevante. A rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para vaga no STF ocorreu no plenário do Senado, após ter sido aprovada na CCJ, com 42 votos contrários e 34 favoráveis. O episódio ocorreu em Brasília e abre uma nova frente de tensão entre o Executivo e o Legislativo.
A informação foi amplamente repercutida pela imprensa internacional, que destacou o caráter incomum da decisão. Jornais e agências colocaram a recusa como um marco na política brasileira desde a redemocratização, e associaram o resultado a um possível desgaste da relação entre Lula e o Senado.
Repercussões internacionais
O espanhol El País classificou o desfecho como uma “derrota histórica” para Lula e apontou dificuldades do presidente em consolidar apoio no Congresso. A reportagem também mencionou o atrito com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o papel de Flávio Bolsonaro como protagonista no espectro de direita nas sondagens.
Agências como Associated Press e veículos que reproduzem seus textos, como The Washington Post, disseram que a rejeição sinaliza fragilidade da popularidade de Lula e pode representar um golpe político aos aliados do governo. A cobertura situou Messias como parte de um embate maior entre o Executivo e o Legislativo.
Conjuntura política e estratégias
A Bloomberg destacou que a escolha de Messias fazia parte de uma estratégia para dialogar com setores religiosos e ampliar apoio político, citando o fortalecimento de grupos ligados a Jair Bolsonaro. A reportagem ressaltou que o Senado detém o poder de destituir ministros do STF.
O Estadão informou que o governo acelerou negociações de emendas e cargos para antecipar a viabilidade da indicação, diante de uma votação considerada apertada. Em números, foram liberados cerca de R$ 12,7 bilhões em emendas ao orçamento desde o início do ano, com a maior parte pós-metade de abril.
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