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Rejeição de Messias expõe Lula e fortalece Davi Alcolumbre

Rejeição de Messias ao STF, com quarenta e dois votos, é inédita em cento e trinta e dois anos e agrava crise entre governo e Senado

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  • O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF com 42 votos contrários, placar inédito em 132 anos.
  • A avaliação aponta falha de articulação do governo após cinco meses de tentativas, sem assegurar os votos necessários.
  • Davi Alcolumbre não recebeu Messias até uma semana antes da votação e foi decisivo para o aumento dos apoios contrários.
  • O episódio é visto como retaliação política e sinal de crise institucional sem precedentes.
  • André Mendonça foi o ministro que mais apoiou Messias ao longo do processo, destacando o papel de relações com o governo.

O Senado Federal rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF, em um placar de 42 votos contrários. A votação ocorreu no plenário da Casa, marcando um desfecho inédito na história republicana brasileira após 132 anos. O resultado amplia a percepção de desgaste entre o governo e o Congresso e levanta dúvidas sobre a governabilidade no Senado durante o governo Lula.

Para a análise, Teo Cury, no CNN Novo Dia, aponta que houve falhas de articulação que duraram cinco meses. Entre as estratégias consideradas, estavam a liberação de emendas parlamentares, a reorganização interna de cargos no Senado e outras tratativas políticas. Ainda segundo o analista, o governo não teria entrado de forma plena para assegurar os votos necessários.

Contribuição de Alcolumbre e desfecho político

Um indicativo do fracasso de articulação foi a ausência de Jorge Messias na residência de Davi Alcolumbre até uma semana antes da votação. O papel de Alcolumbre ganhou peso na contagem final, ajudando a ampliar o número de votos contrários para além da estimativa anterior de 30.

O episódio é destacado como inédito: a rejeição de uma indicação presidencial ao STF até então não havia ocorrido desde a redemocratização, com registro mais próximo em 1894, durante o governo Floriano Peixoto. A visão de que houve uma retaliação política é ressaltada pelo analista, diferenciando o caso atual de precedentes históricos.

Quanto aos próximos passos, a avaliação é de incerteza quanto à força do governo diante do abalo institucional. Alguns ministros do STF aparecem como parte do desdobramento, com Andr

é Mendonça sendo citado como figura de apoio próximo à indicação, o que, segundo a leitura de Teo Cury, enviaria mensagens ao Supremo e ao governo sobre a capacidade de articulação.

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