- O deputado Paulinho da Força articula a derrubada do veto de Lula a um projeto que reduz penas dos envolvidos nos atos golpistas do 8 de janeiro, em sessão conjunta do Congresso nesta quinta-feira (30).
- Em entrevista à CNN Brasil, o relator afirmou que o governo pode sofrer nova derrota na votação.
- O comentário surge após o Senado ter rejeitado a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal na noite de ontem.
- Governiastas reconhecem que o Palácio do Planalto não tem força para impedir a derrubada do veto, e relatos indicam que parte da base terá ausência em Brasília.
- Paulinho da Força esteve com Hugo Motta pela manhã para alinhar o texto com a Lei Anti-Facção.
O relator do projeto que reduz as penas dos participantes dos atos golpistas de 8 de janeiro está articulando a derrubada do veto do presidente Lula na sessão conjunta do Congresso desta quinta-feira (30). O objetivo é permitir a redução de punições previstas no texto em análise no Legislativo.
Segundo apuração, a pauta envolve a votação para enfrentar o veto do Executivo. Em conversas com interlocutores de governistas, há percepção de que o Palácio do Planalto pode não conter a obstinação de parlamentares favoráveis à derrubada. Parte da base, inclusive, já se deslocou de Brasília para ausentar-se de votações.
Paulinho da Força esteve reunido com Hugo Motta pela manhã para alinhar o conteúdo do projeto com a Lei Anti-Facção, buscando compatibilizar a proposta com o arcabouço legal existente. A sessão está marcada para ocorrer no Congresso Nacional, com o objetivo de assegurar a derrubada do veto e manter a tramitação da proposta.
Contexto e desdobramentos
Governistas reconhecem que não há garantia de sucesso na votação. O veto mencionado refere-se a questões de indicação a cargos e a relação com decisões judiciais, conteúdo que repercute no debate sobre punições relativas aos eventos de 8 de janeiro. A atuação do relator envolve ajustes para consolidar o texto em conformidade com o planejamento legislativo.
A mobilização envolve ainda negociações com bancadas da base e com a liderança do Solidariedade, partido de Paulinho. A análise interna aponta para o desgaste político de oposição à derrubada, bem como para a expectativa de que a maioria deverá acompanhar o voto do relator, conforme orientação de lideranças.
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