- Sete unidades do Cidadania PopRua serão instaladas em São Paulo, nas regiões de Santo Amaro, Cidade Tiradentes, Santana, Cambuci, Vila Leopoldina, Brás e Sé.
- O IBGE lançou o primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua, com metodologia própria, para subsidiar políticas públicas e ações de direitos humanos.
- Os espaços oferecem atendimento multidisciplinar, higiene, hidratação e guarda de pertences, com foco na redução de danos e no acesso a direitos.
- Além de São Paulo, dois centros foram abertos em Belém, dois no Distrito Federal e dois em Belo Horizonte; no total, estão previstas 47 unidades em 21 estados e no Distrito Federal.
- O censo piloto ocorrerá em Salvador, Belo Horizonte, Manaus, Goiânia e Florianópolis, com previsão de implementação em dois mil e vinte e oito.
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, anunciou a abertura de sete unidades do programa Cidadania PopRua em São Paulo. O lançamento ocorreu nesta quinta-feira (30) e contou com a participação de representantes públicos e sociedade civil. O objetivo é oferecer atendimento multidisciplinar, com serviços de direitos humanos, higiene, hidratação e guarda de pertences, para pessoas em situação de rua.
As unidades serão implantadas em Santo Amaro, Cidade Tiradentes, Santana, Cambuci, Vila Leopoldina, Brás e Sé, ampliando a oferta de acolhimento na capital. Segundo as equipes envolvidas, a iniciativa busca reduzir danos sociais e de saúde, facilitar o acesso a políticas públicas e promover a escuta qualificada para acesso à justiça. Coordenadores destacam respeito à diversidade e aos direitos humanos.
Além de São Paulo, foram lançados dois centros em Belém, dois no Distrito Federal e dois em Belo Horizonte. Ao todo, estão previstas 47 unidades em 21 estados e no Distrito Federal, como parte da implementação do Plano Ruas Visíveis.
Censo inédito do IBGE
O IBGE apresentou o primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua, marco para dados oficiais sobre esse grupo. A metodologia será construída em diálogo com a sociedade civil, visando orientar políticas públicas de direitos humanos, justiça e inclusão social. A iniciativa busca complementar o censo demográfico tradicional, que foca em domicílios com endereço fixo.
Segundo o presidente do IBGE, Márcio Pochmann, o recenseamento atual não abrange quem vive sem residência. O instituto pretende contar com uma ampla rede de instituições que já trabalham com essa população. A fase de provas piloto ocorrerá em cinco capitais: Salvador, Belo Horizonte, Manaus, Goiânia e Florianópolis.
A previsão é realizar o censo nacional em 2028, após etapas de planejamento e consulta a movimentos sociais, pesquisadores e gestores públicos. Pochmann afirma que a experiência brasileira pode se tornar referência internacional devido à ausência de metodologia internacional pronta para esse tipo de levantamento.
Perspectivas e próximos passos
As ações conjuntas entre governo e IBGE visam orientar políticas públicas mais precisas para a população em situação de rua. As iniciativas devem incorporar aprendizados de territórios onde já existe cadastro e atendimento, como referência para o estudo nacional. O objetivo é ampliar a proteção de direitos e facilitar o acesso a serviços essenciais.
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