- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que a rejeição à indicação de Jorge Messias para o STF “escancara a fragilidade do governo” e que o ciclo do PT está chegando ao fim.
- Em Santos, ele destacou a derrota do governo no Senado como sinal de recusa a um nome indicado pela Presidência, afirmando que o Congresso atua como freios e contrapesos.
- Tarcísio disse que a derrota não é apenas a reprovação de um ministro, mas a rejeição de um governo que não conseguiu articular um projeto estruturante para o Brasil.
- O governador defendeu a atuação do Senado e explicou que o Congresso pode aprovar ou rejeitar nomes, sinalizando que o governo não tem mais condições de oferecer reformas.
- Em evento regional, Tarcísio entregou 60 moradias em parceria com prefeitura e governo federal e citou que, no túnel Santos-Guarujá, houve aporte do governo federal e que 100% da contraprestação cabe ao governo de São Paulo; ele disse que a obra deve priorizar o cidadão.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que a rejeição à indicação de Jorge Messias para o STF expõe a fragilidade do governo Lula e sinaliza o fim de um ciclo do PT. A declaração foi dada em Santos, durante evento estadual na quinta-feira (30).
Ele ressaltou que a derrota no Senado não é apenas de um nome, mas do governo como um todo, destacando que o Congresso atuou dentro de seus poderes, rejeitando a nomeação e demonstrando o funcionamento do sistema de freios e contrapesos.
O governador afirmou ainda que a Casa mostrou que não há projeto estruturante suficiente para avançar reformas no Brasil, e que a derrota representa um recado político duro para o governo federal. Segundo ele, o Congresso percebe o vento político em curso.
Repercussão e contexto político
Tarcísio afirmou que a derrota é situação grave para o governo, indicando uma leitura de que o Congresso não aceitará indefinições na pauta de mudanças nacionais. Ele descreveu o episódio como sinal de encerramento de um ciclo político, sem conclusões sobre o futuro imediato.
O governador defendeu a atuação do Senado, dizendo que o Legislativo utiliza sua prerrogativa para aprovar ou rejeitar indicações, mantendo o equilíbrio entre poderes. Ele afirmou que esse mecanismo é essencial para a governança do país.
Projetos em pauta e investimentos na região
Durante a visita a Santos, Tarcísio participou da entrega de 60 moradias do programa habitacional estadual em parceria com município e governo federal. Além disso, comentou sobre o túnel Santos-Guarujá, destacando que a participação do governo federal não se limita a aporte, mas envolve contraprestação.
Ele afirmou que o aporte financeiro de terceiros soma-se aos recursos estaduais para a obra, com a contrapartida total prevista pelo Estado. O governador acrescentou que o apoio federal é bem-vindo, sem, contudo, alterar o desenho de financiamento.
Por fim, Tarcísio relatou ter conversado com o presidente Lula sobre a obra, enfatizando que o objetivo é beneficiar os cidadãos. Segundo ele, os dois concordaram em priorizar a efetivação da infraestrutura, sem disputas de paternidade de projetos.
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