- O deputado Paulo Teixeira afirmou que a rejeição do indicado Jorge Messias ao STF não sinaliza o “fim do governo” de Lula.
- Messias foi rejeitado pelo Senado por 42 votos contrários e 34 favoráveis, após sabatina e votação, para preencher a vacância de Luís Roberto Barroso.
- Teixeira elogiou a atuação do advogado-geral da União e disse que ele ficou com “altíssima competência” na sabatina, mantendo-o “de alma tranquila” diante da decisão.
- O parlamentar sugeriu que a rejeição pode ter sido motivada por fatores não relacionados exclusivamente a Messias, pedindo apuração de outros aspectos pela imprensa.
- Teixeira mencionou a possibilidade de o governo indicar outro nome para o STF e afirmou que votará para manter o veto do PL da Dosimetria nesta quinta-feira.
O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF, em votação realizada na quarta-feira (29.abr.2026). A sabatina ocorreu antes da votação, com Messias apresentado pelo presidente Lula para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, aposentado em 2025. A decisão encerrou a tentativa de emplacar o indicado.
O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou que a rejeição não representa o fim do governo. Ele disse que o advogado-geral da União está “de alma tranquila” e elogiou a atuação de Messias na sabatina, destacando suposta alta competência. Teixeira observou que a decisão pode ter tido motivações distintas.
Segundo a ata, a rejeição foi de 42 votos contra 34, com 7 votos a menos que os 41 necessários. A votação ocorreu após aprovação na CCJ, por 16 a 11, em decisão anterior. Messias foi o primeiro nome a enfrentar rejeição do Senado em 132 anos.
O que vem a seguir
Teixeira sinalizou que pode haver indicação de outro nome para o STF e reafirmou que votará para manter o veto do PL da Dosimetria na sessão seguinte. A imprensa tem sido chamada a investigar se houve fatores diferentes do próprio Messias que influenciaram os votos.
Contexto histórico
A rejeição de Messias marca marco relevante na história do Senado, sendo o primeiro caso nos 132 anos de existência do STF em que um indicado não é aprovado. O último presidente a ter seu candidato rejeitado foi Floriano Peixoto, em 1894.
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