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Aliados relatam desânimo de Pacheco em disputar governo de MG

Desânimo de Rodrigo Pacheco em disputar governo de Minas cresce após rejeição de Messias ao STF, alimentando desconfiança na aliança com Lula

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  • Aliados de Rodrigo Pacheco consideram ter havido desânimo dele em disputar o governo de Minas Gerais em outubro, em aliança com Lula, após a rejeição do nome de Jorge Messias ao STF.
  • O Senado rejeitou a indicação de Messias ao STF por 42 votos a 34 e 1 abstenção; era necessária maioria de 41 para aprovação.
  • Messias era apontado como possível indicado à vaga aberta por Luís Roberto Barroso; o governo disse ter apoio de aliados, mas a sabatina ocorreu apenas na quarta-feira, 29 de abril, e foi rejeitada pelo plenário.
  • Pacheco havia apoiado Messias após encontro prévio, mas o governo e o PT desconfiam de um voto contrário, ainda que a votação seja secreta.
  • O cenário eleitoral mineiro segue incerto: Cleitinho Azevedo lidera pesquisas; se Pacheco não disputar, Kalil surge como alternativa apoiada por esquerda; Flávio Bolsonaro avalia apoio entre Mateus Simões ou lançamento de candidatura própria pelo PL.

Aliados do senador Rodrigo Pacheco relatam desânimo entre apoiar a candidatura ao governo de Minas Gerais em outubro deste ano, em uma aliança com a reeleição de Lula. A justificativa seria a rejeição do nome de Jorge Messias para o STF, que gerou constrangimento e desconfiança sobre a coalizão.

Na quarta-feira, o Senado rejeitou Messias para a vaga no STF por 42 votos a 34 e 1 abstenção, resultado acima da maioria de 41 needed. A decisão histórica ocorreu mesmo com apoio de aliados próximos ao ex-presidente do Senado. Messias havia sido indicado por Lula.

Pacheco já tinha o nome cotado como possível indicado para a cadeira ocupada por Luís Barroso; contava com apoio de Davi Alcolumbre e de integrantes da Corte, como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Lula indicou Messias como AGU em 20 de novembro, e a sabatina ocorreu apenas em 29 de abril, sendo aprovado na CCJ, mas não teve maioria no plenário.

Desconfiança e avaliação interna

Mesmo com Pacheco dizendo ter apoiado Messias, integrantes do governo e do PT desconfiam de um eventual voto contrário do senador, cuja posição é mantida em segredo. O clima gerou dúvidas sobre a participação de Pacheco na disputa pelo governo mineiro, com Lula estimulando a formação de palanque no segundo maior colégio eleitoral do país.

Cenário eleitoral em Minas

O quadro atual aponta incerteza no governo de Minas. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera as pesquisas, mas não decidiu se disputará. Pacheco aparece em segundo ou terceiro lugar, dependendo do cenário, e pode ficar atrás em eventual segundo turno.

Alternativas e possíveis alicerces

Caso Pacheco não concorra, Lula poderia procurar apoio entre forças de esquerda, com o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT) apontado como possibilidade. Kalil foi derrotado em 2022 por Romeu Zema (Novo). No campo do PL, Flávio Bolsonaro avalia apoiar Mateus Simões (PSD) ou lançar candidato próprio, com o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, filiado ao PL como alternativa.

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