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Ato da direita na Paulista reúne dezenas para louvores a Flávio Bolsonaro

Ato de direita na Paulista defende Flávio Bolsonaro, critica Lula e STF; pauta trabalhista fica em segundo plano

'Bonecão do Jair' acena para bolsonaristas do alto do carro de som na Avenida Paulista, em ato de 1º de Maio organizado pelo Projeto União Brasil
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  • Aproximadamente sessenta pessoas participaram de uma manifestação da direita conservadora cristã na Avenida Paulista, em 1º de Maio, em apoio a Jair Bolsonaro e à candidatura de Flávio Bolsonaro.
  • O ato, organizado pelo Projeto União Brasil, privilegiou valores cristãos e críticas ao PT, a Lula e ao Supremo Tribunal Federal; a pauta trabalhista ficou fora.
  • No carro de som, lideranças classificaram prisões associadas aos atos de 8 de janeiro como censura e perseguição política e defenderam o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
  • Houve cânticos como “parabéns” a Flávio Bolsonaro, homenagens com Bonecão do Jair e homem fantasiado de Tio Sam; símbolos como a bandeira de Gadsden também foram exibidos.
  • Os organizadores disseram que o objetivo é reunir movimentos e manter a Paulista ocupada, com planos de novas manifestações em 9 de julho e 7 de setembro.

Avenida Paulista foi palco de uma manifestação da direita conservadora cristã na tarde de 1º de Maio, organizada pelo Projeto União Brasil. Cerca de 60 pessoas participaram, defendendo Jair Bolsonaro e a candidatura de Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro. O ato ocorreu sem participação de deputados federais ou senadores.

A pauta central foi o apoio a valores cristãos e o repúdio ao PT, ao governo Lula e ao STF. Discursos no carro de som denunciaram suposta censura, associada à prisão de Bolsonaro e de envolvidos nos atos de 8 de janeiro, em Brasília. A characterização de Moraes como alvo também ganhou espaço.

Paralelamente, houve cânticos favoráveis ao impeachment do ministro do STF e críticas ao que os organizadores chamaram de perseguição política. Em meio à participação de lideranças religiosas, houve referências históricas e símbolos de grupos conservadores.

Durante o ato, houve demonstração de apoio a Flávio Bolsonaro, que completou 45 anos na quinta-feira. Um participante fantasiado de Tio Sam e outro com cabeça gigante do ex-presidente integraram a apresentação no trio elétrico.

Entre as cenas marcantes, uma bandeira de Gadsden foi hasteada por um manifestante, associada a ideologias libertárias. Em meio aos símbolos, também se viram elementos de direita tradicional e de movimentos regionais sem vínculo formal com o União Brasil.

Um episódio de atrito ocorreu quando uma jovem foi xingada por mulheres do grupo bolsonarista. Seguranças e policiais militares intervieram para evitar confronto e encaminharam a jovem para fora do local. Não houve feridos confirmados.

Ideia e estratégias

O organizador Malta Jones, empresário, disse que a baixa adesão não comprometeu o objetivo. Segundo ele, a reunião de movimentos e a chamada para atenção pública justificam a organização. A meta é manter o foco em quatro pautas: Flávio Bolsonaro presidente, Jair Bolsonaro livre, supremacia popular e união entre apoiadores.

A decisão de permitir a ocupação da Paulista gerou críticas da esquerda, que reivindica espaço para pautas trabalhistas no 1º de Maio. A PM disse ter reservado o espaço ao grupo que solicitou a autorização, o Patriotas do QG, ligado ao Projeto União Brasil, com pedido feito em 2025.

Planos futuros

Os organizadores pretendem repetir as ações em 9 de julho, data da Revolução Constitucionalista de 1932, e em 7 de setembro, Dia da Independência. A organização confirma continuidade da mobilização e a manutenção de agendas pró-Bolsonaro em atos de rua.

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