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Ato de 1º de Maio com Haddad, Marina e Tebet teve metade do esperado

Ato com Haddad, Marina e Tebet reúne quatrocentas pessoas em SP, bem abaixo da expectativa de mil participantes, com pautas trabalhistas e defesa da democracia

Em 2026, os atos do feriado do Dia do Trabalho foram descentralizados pelo Brasil; imagem, da esq. para a dir., Simone Tebet, Fernando Haddad, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de SP, Miguel Torres, Marina Silva e Jeferson, do Sindicato da Saúde
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  • Ato do 1º de maio em São Paulo, organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de SP, reuniu dirigentes e ex-ministros na capital; expectativa era de ao menos mil pessoas, mas cerca de 400 compareceram.
  • O ex-ministro Fernando Haddad, como pré-candidato ao governo de São Paulo, ressaltou a retomada de políticas públicas e criticou propostas da direita.
  • A ministra Marina Silva destacou a democracia e a necessidade de diálogo, afirmando que apenas na democracia há avanços sociais e que operários podem chegar a cargos de liderança.
  • As pautas do evento incluíram redução da jornada sem perder salários, regulamentação do trabalho por aplicativos, fortalecimento das negociações coletivas, direito de negociação para servidores públicos, combate à pejotização, combate ao feminicídio e saúde mental no trabalho.
  • O ato de São Paulo ocorreu em um contexto de descentralização das comemorações do Dia do Trabalho, com eventos também na Praça Roosevelt, na Liberdade e em outros pontos da cidade.

Cerca de 400 pessoas acompanharam o ato do Dia do Trabalhador em São Paulo, organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos. O evento reuniu dirigentes sindicais, ex-ministros e apoiadores, com expectativa de público de ao menos 1.000 pessoas, mas a adesão ficou abaixo desse patamar.

Entre os presentes estavam o ex-ministro e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, a senadora e ex-ministra Marina Silva, e a senadora Simone Tebet. No palco, lideranças convidavam o público a se levantar e a erguer os punhos, em tom de mobilização.

Haddad foi o nome mais aguardado e, durante o ato, defendeu a retomada de políticas públicas perdidas, conforme avaliação dele sobre o governo anterior. Ele criticou propostas da direita e afirmou que a extrema direita busca vender patrimônio público e retirar direitos dos trabalhadores.

Marina Silva, também presente, destacou a importância da democracia e da conversa entre diferentes atores. Em suas falas, a ministra ressaltou avanços sociais alcançados pela democracia e pediu mais diálogo na política.

Horas antes, Marina participou de um segundo ato na Praça Roosevelt, onde comentou ataques de 8 de janeiro e políticas de anistia a condenados por atos democráticos. Ela classificou tais propostas como uma “vergonha” e reforçou a necessidade de mudanças, como a defesa da fim da escala 6×1 e melhoria das condições de descanso para trabalhadores.

Pautas e desdobramentos

  • Redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial e fim da escala 6×1;
  • Regulamentação do trabalho por aplicativos;
  • Fortalecimento das negociações coletivas;
  • Direito de negociação para servidores públicos;
  • Combate à pejotização;
  • Combate ao feminicídio;
  • Inclusão da saúde mental nas relações de trabalho.

Outros atos em São Paulo, que também marcaram o 1º de Maio, ocorreram na Liberdade, Praça da República, Paço Municipal de São Bernardo e na avenida Paulista, com divergir de pautas entre esquerda e direita. As ações se desenrolaram em torno de defesa de direitos trabalhistas, democracia e políticas públicas.

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