- Ato do 1º de maio em São Paulo, organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de SP, reuniu dirigentes e ex-ministros na capital; expectativa era de ao menos mil pessoas, mas cerca de 400 compareceram.
- O ex-ministro Fernando Haddad, como pré-candidato ao governo de São Paulo, ressaltou a retomada de políticas públicas e criticou propostas da direita.
- A ministra Marina Silva destacou a democracia e a necessidade de diálogo, afirmando que apenas na democracia há avanços sociais e que operários podem chegar a cargos de liderança.
- As pautas do evento incluíram redução da jornada sem perder salários, regulamentação do trabalho por aplicativos, fortalecimento das negociações coletivas, direito de negociação para servidores públicos, combate à pejotização, combate ao feminicídio e saúde mental no trabalho.
- O ato de São Paulo ocorreu em um contexto de descentralização das comemorações do Dia do Trabalho, com eventos também na Praça Roosevelt, na Liberdade e em outros pontos da cidade.
Cerca de 400 pessoas acompanharam o ato do Dia do Trabalhador em São Paulo, organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos. O evento reuniu dirigentes sindicais, ex-ministros e apoiadores, com expectativa de público de ao menos 1.000 pessoas, mas a adesão ficou abaixo desse patamar.
Entre os presentes estavam o ex-ministro e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, a senadora e ex-ministra Marina Silva, e a senadora Simone Tebet. No palco, lideranças convidavam o público a se levantar e a erguer os punhos, em tom de mobilização.
Haddad foi o nome mais aguardado e, durante o ato, defendeu a retomada de políticas públicas perdidas, conforme avaliação dele sobre o governo anterior. Ele criticou propostas da direita e afirmou que a extrema direita busca vender patrimônio público e retirar direitos dos trabalhadores.
Marina Silva, também presente, destacou a importância da democracia e da conversa entre diferentes atores. Em suas falas, a ministra ressaltou avanços sociais alcançados pela democracia e pediu mais diálogo na política.
Horas antes, Marina participou de um segundo ato na Praça Roosevelt, onde comentou ataques de 8 de janeiro e políticas de anistia a condenados por atos democráticos. Ela classificou tais propostas como uma “vergonha” e reforçou a necessidade de mudanças, como a defesa da fim da escala 6×1 e melhoria das condições de descanso para trabalhadores.
Pautas e desdobramentos
- Redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial e fim da escala 6×1;
- Regulamentação do trabalho por aplicativos;
- Fortalecimento das negociações coletivas;
- Direito de negociação para servidores públicos;
- Combate à pejotização;
- Combate ao feminicídio;
- Inclusão da saúde mental nas relações de trabalho.
Outros atos em São Paulo, que também marcaram o 1º de Maio, ocorreram na Liberdade, Praça da República, Paço Municipal de São Bernardo e na avenida Paulista, com divergir de pautas entre esquerda e direita. As ações se desenrolaram em torno de defesa de direitos trabalhistas, democracia e políticas públicas.
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