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Comunidade judaica pede ao TSE extensão de votação no 1º turno por feriado religioso

Comunidade judaica solicita ao TSE reserva de seções para votar após o fim do feriado Simchat Torá, para não inviabilizar a observância religiosa

Celebração em memória das vítimas do Holocausto na sinagoga Etz Chaim, em São Paulo
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  • Em quatro de outubro, primeiro turno, coincide com Simchat Torá, feriado judaico importante.
  • A observância impede deslocamento a locais de votação e contato com a urna eletrônica.
  • Proposta ao TSE é reservar algumas seções para eleitores cadastrados, para votarem após o fim do feriado, às dezoito horas e quarenta minutos.
  • A petição é assinada por advogados Mônica Rosenberg, Evane Beiguelman Kramer e Daniel Rosenhek Schor; há um abaixo-assinado online.
  • A comunidade judaica no Brasil é estimada em cerca de cento e vinte mil pessoas; nem todas seguem a fé de forma ortodoxa.

A comunidade judaica está pedindo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pese medidas para garantir o direito de voto no primeiro turno durante o feriado Simchat Torá. O pedido envolve reservar algumas seções para eleitores ortodoxos, que não podem se deslocar nem usar a urna durante o dia sagrado.

A data do pleito, 4 de outubro, coincide com uma das celebrações mais importantes do calendário judaico. Simchat Torá marca a conclusão do ciclo anual de leitura da Torá e o início de um novo ciclo, o que pode impedir que fiquem disponíveis para votar os fiéis que seguem estritamente a observância religiosa.

A petição foi apresentada por advogados da comunidade, Mônica Rosenberg, Evane Beiguelman Kramer e Daniel Rosenhek Schor, que destacaram a necessidade de providências administrativas proporcionais, sem alterar a data oficial. Também há mobilização de apoiadores e um abaixo-assinado online.

Proposta envolve seções especiais

O texto sustenta que não se questiona o calendário eleitoral, apenas a adoção de medidas para evitar que esse grupo de eleitores seja colocado diante da escolha entre votar ou cumprir a fé. A mobilização recebeu apoio de figuras associadas à comunidade judaica, estimada em cerca de 120 mil pessoas no Brasil.

Segundo o grupo, a extensão permitiria que judeus previamente cadastrados votassem após o horário de encerramento, sem comprometer o funcionamento geral das urnas. A iniciativa não apresenta alterações no cronograma eleitoral nacional.

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