- Região de 129 quilômetros quadrados na Chapada dos Veadeiros, chamada Quilombo Kalunga dos Morros, está no centro de disputa entre Goiás e Tocantins, que levou o caso ao STF.
- O território abriga o Complexo do Prata, famoso por trilhas e cachoeiras, com impacto turístico e financeiro para os dois estados.
- Em novembro de 2025, a Procuradoria-Geral do Estado de Goiás ingressou com Ação Cível Originária no STF questionando a titularidade; em abril houve audiência de conciliação e suspensão para estudo técnico.
- O prazo para apresentação do estudo e de uma nova audiência foi fixado para 22 de junho de 2026, e os serviços no local continuam inalterados até lá.
- Goiás sustenta erro de interpretação em uma carta geográfica de 1977 que teria atribuído a Tocantins a área; Tocantins afirma que a região pertence ao estado, com base em estudos técnicos.
A disputa pela titularidade de uma área de 129 quilômetros quadrados na Chapada dos Veadeiros, entre Goiás e Tocantins, chegou ao STF. A Procuradoria-Geral do Estado de Goiás acionou o tribunal em novembro de 2025, buscando definição sobre o território. O STF pediu consenso entre as partes para evitar continuidade do litígio.
A região é conhecida como Quilombo Kalunga dos Morros, abriga o Complexo do Prata e atrai turistas pela natureza, trilhas e cachoeiras com piscinas de água cristalina. Em Tocantins, Paranã oferece estrutura de visitação, enquanto Cavalcante, em Goiás, sustenta que o território é do seu município, sob impactos financeiros.
A pedido do STF, as duas partes concordaram em suspender a ação para realizar um estudo técnico da linha de divisa. O ministro Cristiano Zanin estipulou prazo até 22 de junho de 2026 para apresentação do estudo e nova audiência. Até lá, serviços no local devem permanecer inalterados.
Goiás sustenta que houve erro de interpretação na carta geográfica usada como referência. A PGE-GO aponta que a carta São José, de 1977, teria confundido dois cursos d’água — rio da Prata e córrego Ouro Fino — influenciando a delimitação. O argumento baseia-se em estudo do IMB sobre mapas e decretos antigos.
Pelo lado de Tocantins, a PGE-TO afirma que estudos preliminares indicam pertencimento da área ao estado. O procurador-geral Jax James Garcia Pontes afirmou que o órgão atua de forma técnica para defender os interesses do Tocantins. A discussão remete ao desmembramento entre Goiás e Tocantins após a Constituição de 1988, que criou o novo estado.
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