Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Crescem infiltrações do crime organizado na política

Operação em São Paulo prende quatro agentes públicos por lavagem de dinheiro do PCC, com bloqueio de mais de R$ 513 milhões e 22 mandados.

Policiais executam mandados durante operação que investiga elos de agentes públicos com o PCC em São Paulo
0:00
Carregando...
0:00
  • Operação da Polícia Civil em São Paulo prendeu quatro pessoas que atuam no setor público suspeitas de lavagem de dinheiro para o PCC, por meio de contratos entre prefeituras e uma fintech.
  • Foram bloqueados mais de R$ 513 milhões em bens e cumpridos 22 mandados de busca e apreensão em sete cidades do estado.
  • Um dos investigados seria o empresário João Gabriel de Mello Yamawaki, que, em 2022, teve aval para usar o heliponto do Palácio dos Bandeirantes durante a gestão de João Doria; ele estaria à frente de uma fintech usada para movimentar recursos do crime.
  • Também houve a prisão de Thiago Rocha de Paula, ex-vereador de Santo André, apontado como ligada a lideranças do PCC na região do ABC; outros agentes políticos, como Matheus Tognella, também são alvo de apurações.
  • O caso integra um panorama de infiltração do crime organizado no setor público, com reforço à necessidade de monitoramento interno e uso de policiamento inteligente para desarticular redes que mesclam atividades lícitas e ilícitas.

Na segunda-feira, 27, a Polícia Civil de São Paulo prendeu quatro pessoas que atuam no setor público por suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao PCC, por meio de contratos entre prefeituras e uma fintech. A operação ocorreu em sete cidades do estado.

Segundo as investigações, o dinheiro de origem criminosa era “legalizado” por meio de contratos firmados com assessores de prefeituras, usando a fintech como veículo de movimentação de recursos. Um dos investigados seria João Gabriel de Mello Yamawaki, empresário que, em 2022, teve aval para pousar um helicóptero no Palácio dos Bandeirantes.

Ainda na mesma data, Thiago Rocha de Paula, ex-vereador de Santo André, foi preso por suposta ligação com lideranças do PCC na região do ABC. Outros agentes políticos, como Matheus Tognella, presidente do PSB de Nova Odessa, também figuram como investigados pela Polícia Civil.

As apurações apontam infiltração do crime organizado no setor público como um padrão que extrapola São Paulo. Em 2025, a Polícia Federal também identificou ligações entre PCC, autoridades e agentes da Justiça no Rio de Janeiro, ampliando o alcance do problema.

A obra de desvendamento envolve cruzamento de dados, monitoramento financeiro e cooperação entre órgãos de segurança. Profissionais defendem olhar amplo sobre relações entre política, empresas e atividades lícitas associadas aos crimes.

Contexto e consequências

Especialistas ressaltam a necessidade de mecanismos internos de controle no poder público para evitar vínculos entre agentes e atividades suspeitas. Operações como a de São Paulo e a Carbono Oculto, que apontou infiltração do PCC em combustíveis e no mercado financeiro, ganham relevância.

Os investigadores destacam que desvendar o rastro do dinheiro exige mapear redes de influência, contratos públicos e estruturas empresariais ligadas a facções. O objetivo é impedir que recursos ilícitos ganhem legitimidade institucional.

Para preservar a credibilidade das investigações, a polícia reforça o uso de tecnologia, dados públicos e cooperação entre esferas de governo. O desafio é desmantelar as redes que mantêm o crime organizado atuando em múltiplos setores.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais