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Dizemos não à destruição: defesa da preservação de recursos

Invações e desmatamento transformam a Resex Jaci-Paraná em cenário de exploração ilegal; STF fará inspeção para avaliar lei de regularização ambiental

Txai Suruí
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  • A Resex Jaci-Paraná, em Rondônia, criada em 1996, tem mais de 197 mil hectares destinados à proteção da floresta e ao modo de vida de comunidades extrativistas e ribeirinhas.
  • Invasões e desmatamento avançam, transformando a área de conservação em palco de exploração ilegal; cerca de 75% do território já foi desmatado.
  • A Sedam estima que mais de 700 fazendas ilegais de gado estejam dentro da reserva, somando mais de 200 mil cabeças de gado.
  • A Assembleia Legislativa de Rondônia aprovou a Lei Complementar nº 1.274/2025, que criou o Programa Estadual de Regularização Ambiental Diferenciado (Perad-RO) para a Resex, prevendo regularização de ocupações, anistia de multas e uso da terra por até 30 anos.
  • O Partido Verde ajuizou ADI no Supremo Tribunal Federal (ADI 7819) questionando a lei; o ministro relator Cristiano Zanin determinou inspeção judicial na área prevista para maio.

O avanço de invasões e desmatamento na Resex Jaci-Paraná ganhou contornos legais e judiciais recentes. A unidade de conservação, criada em 1996 em Rondônia, passou a enfrentar ocupações ilegais que deslocaram famílias tradicionais. A discussão ganhou impulso com a aprovação de uma lei que facilita a regularização de áreas ocupadas irregularmente.

Dados oficiais apontam que cerca de 75% da reserva já foram desmatados. A Sedam também reconhece a presença de mais de 700 fazendas de gado dentro da área, totalizando mais de 200 mil cabeças. O cenário evidencia violências e riscos para comunidades extrativistas.

A Assembleia Legislativa de Rondônia aprovou a Lei Complementar nº 1.274/2025, que instituiu o Perad-RO para a Resex Jaci-Paraná. A norma prevê regularização de ocupações consolidadas, anistia de multas e uso da terra por até 30 anos aos ocupantes.

Ato judicial e inspeção

O Partido Verde acionou o STF, com a OAB-ADI 7819, questionando a constitucionalidade da lei. O relator, ministro Cristiano Zanin, determinou inspeção judicial na área da reserva para maio, buscando ver a realidade do território antes da decisão.

A visita do STF precisa ser relevante, não apenas simbólica. Espera-se que o Estado retire invasores, responsabilize quem lucra com a ilegalidade e restaure áreas degradadas, assegurando o retorno das famílias extrativistas com segurança.

Desfecho esperado e o entendimento da reserva

A Resex Jaci-Paraná não deve virar território de disputa permanente. Em meio à pressão pela destruição de florestas, a prioridade é proteger a floresta em pé, os modos de vida tradicionais e os direitos das comunidades. A continuidade da proteção é o objetivo.

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