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Esquerda retoma ofensiva contra Congresso após derrotas de Lula

Esquerda de São Paulo critica o Congresso e convoca derrotar a direita nas urnas, em ato que oficializa o lema “Congresso inimigo do povo”

Manifestantes participam de ato da esquerda relativo ao 1º de Maio na Praça Roosevelt, em São Paulo
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  • Cerca de mil pessoas participaram do ato contra a escala de trabalho 6×1, em São Paulo, na Praça Roosevelt, iniciando por volta das nove da manhã de 1º de maio.
  • O tom dos discursos foi de críticas ao Congresso Nacional, após derrotas do governo Lula no Legislativo, incluindo a rejeição no Senado da indicação de Jorge Messias para o STF.
  • Também houve a derrubada, no dia seguinte, de vetos presidenciais ao PL da Dosimetria, facilitando a redução de penas de condenados por tentativa de golpe; um dos beneficiados é o ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • O lema Congresso inimigo do povo aparece em bandeiras e falas, com cânticos como “Sem anistia” e “Dosimetria é traição, o Congresso é inimigo da nação”.
  • Entre as líderes presentes estavam Marina Silva, Sônia Guajajara e Érika Hilton; houve chamadas para uma frente ampla de esquerda para reeleger Lula e indicar Haddad ao governo de São Paulo, com críticas ao atual governador Tarcísio de Freitas.

Cerca de mil pessoas participaram de um ato de 1º de Maio na Praça Roosevelt, em São Paulo, contra a atual gestão do Congresso. O protesto mobilizou integrantes da esquerda sindacalista e de movimentos sociais, com início por volta das 9h.

No evento, o tom foi crítico ao Legislativo, após derrotas recentes ao governo de Lula no Congresso. O Senado rejeitou, na quarta-feira, a indicação de Jorge Messias ao Supremo e, na quinta, derrubou vetos ao PL da Dosimetria, abrindo caminho para reduzir penas de condenados por tentativa de golpe.

O lema Congresso inimigo do povo predominou entre faixas e discursos. Líderes de esquerda destacaram bandeiras do fim da escala 6×1 e ataques a políticos que, segundo eles, dificultam ações do governo.

Diversas lideranças políticas discursaram no palanque, entre elas Marina Silva e Sônia Guajajara, além da deputada Érika Hilton, autora de proposta que extingue a escala 6×1. Elas defenderam participação popular e mudanças no poder público.

Os organizadores também criticaram a atuação dos chefes da Câmara e do Senado na condução de votações e votações sobre a dosimetria, segundo relatos da região central da capital.

A pauta eleitoral de 2026 também ganhou espaço. Ao longo do ato, houve chamamentos para uma frente ampla da esquerda, visando a reeleição de Lula e a eleição de Haddad para o governo de São Paulo, com críticas ao atual governador, Tarcísio de Freitas, a quem imputaram responsabilidades por operações de segurança que provocaram mortes no litoral.

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