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Goveristas pedem fim da escala 6×1; oposição faz ato fraco na Paulista

Ato da direita na Paulista teve público reduzido; esquerda diversifica protestos pela cidade, com foco na Roosevelt e na República

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  • No 1º de maio, ato de direita com o grupo Patriotas do QG lotado na Avenida Paulista, mas com apenas algumas dezenas de pessoas.
  • Movimentos sindicais, tradicionalmente centrais, ocuparam outras regiões de São Paulo, como as praças Roosevelt e da República e o bairro Liberdade.
  • O lema do ato de direita promovia Flávio Bolsonaro, Bolsonaro livre e Supremo é o povo; o evento tinha como alvo críticos ao STF.
  • A esquerda realizou protestos descentralizados, com pautas como fim da escala 6×1, combate ao feminicídio e valorização do salário mínimo.
  • Parlamentares e lideranças sindicais estiveram presentes em diferentes pontos, cobrando votação rápida do fim da escala 6×1 pelo Congresso ainda neste mês.

O Dia do Trabalho de 1º de maio teve adesão baixa em São Paulo. Na Avenida Paulista, um ato de direita organizado pelo grupo conservador Patriotas do QG reuniu apenas algumas dezenas de pessoas. A mobilização de esquerda ocorreu de forma descentralizada, com concentrações nas praças Roosevelt e da República e no bairro da Liberdade.

O Patriotas do QG, que teve como foco a defesa de Flávio Bolsonaro e críticas ao STF, reservou o principal ponto da cidade para o ato. O grupo possui pouco mais de 4 mil seguidores no Instagram. Não houve presença de lideranças de peso no encontro.

Os organizadores esperavam condutuar a manifestação com apoio a símbolos de campanha, mas o público efetivo ficou abaixo do esperado. Ao longo da tarde, não se verificou grande participação nem registros de debates de alto perfil.

Ações na Paulista e no centro

Enquanto o ato na Paulista transcorreu de forma contida, o movimento de esquerda se dividiu entre o Roosevelt e a República, com atenção a pautas como o fim da escala 6×1, regulamentação do trabalho por aplicativos e valorização do salário mínimo.

Intervenções de lideranças de sindicatos foram evidentes no centro. A Intersindical, a CTB e o VAT destacaram que a desocupação da Paulista pela manifestação conservadora impôs mudanças de estratégia para as ações da esquerda. A pauta central permanece a jornada de trabalho e direitos trabalhistas.

Paralelamente, o ato no Roosevelt contou com a participação de parlamentares e representantes de movimentos sociais. A deputada Erika Hilton defendeu a importância de encerrar a escala 6×1, enquanto outros nomes do PT, PSOL e PSD também discursaram, reforçando críticas ao modelo atual de trabalho.

Contexto político e o que vem a seguir

A mobilização também envolveu debates sobre a condução da política trabalhista no Congresso, com a expectativa de votação da proposta de fim da escala ainda neste mês. A discussão abrange também a proteção social de trabalhadores, especialmente os que atuam por meio de plataformas digitais.

Entre as ações previstas, há a presença de representantes sindicais visando pressionar os parlamentares pela aprovação de medidas que ampliem direitos trabalhistas e reajustem salários. A pauta de regulamentação do trabalho por aplicativos segue como tema central para diversos setores da esquerda.

O Dia do Trabalhador foi marcado pela diferença de estratégia entre os lados. Enquanto a direita ocupou a Paulista, a esquerda concentrou atividades em pontos alternativos da cidade, mantendo o foco em reformas laborais e na proteção de trabalhadores, sem indicar mudanças abruptas de postura.

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