- Haddad chamou de “lavagem cerebral” o empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em pesquisa Datafolha, durante ato do Dia do Trabalhador da Força Sindical em São Paulo.
- A pesquisa, divulgada em 11 de abril, mostra Flávio com 46% e Lula com 45%, dentro da margem de erro.
- O ex-ministro afirmou que o crescimento de Flávio é atribuído à desinformação e à tentativa de confundir a opinião pública.
- O discurso ocorreu em meio a derrotas do governo Lula no Congresso, com a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF e aprovação do PL da Dosimetria sobre a trama de 8 de janeiro.
- Participaram do evento as ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva, cotadas para o Senado por São Paulo.
Fernando Haddad criticou o empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em pesquisa divulgada pelo Datafolha, em evento do Dia do Trabalhador da Força Sindical, em São Paulo, no dia 1º de maio. O ex-ministro da Fazenda é pré-candidato ao governo de São Paulo.
Em discurso, Haddad classificou a comparação entre os dois candidatos como inadmissível e atribuiu o resultado a uma suposta lavagem cerebral. Segundo ele, campanhas da direita costumam disseminar desinformação para confundir a opinião pública, com debates entre patrimônio público e direitos sociais em jogo.
No encontro, aliados do governo também destacaram a defesa do fim da escala 6×1; manifestação de apoio à jornada de trabalho de 40 horas seguidas por 2 dias de descanso, além de declarações para fortalecer a reeleição de Lula. Participaram membros da equipe governista durante as mobilizações do Dia do Trabalhador.
Contexto no Congresso
A participação de Haddad ocorreu após derrotas do governo no Legislativo nos dias anteriores. Em 29/4, parlamentares rejeitaram a indicação de Jorge Messias ao STF. Em 30/4, o Congresso aprovou o PL da Dosimetria relacionado à trama de 8 de janeiro, assunto classificado por Haddad como um dos maiores escândalos recentes.
Entre os presentes estavam as ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva, cotadas para disputar o Senado por São Paulo. As falas reforçam a articulação política do governo em meio a disputas e agendas legislativas.
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