- Movimento Nacional pela Paridade no Judiciário pediu que o presidente Lula indique uma mulher, preferencialmente negra, para ocupar a vaga aberta no STF após a recusa de Messias.
- O grupo destaca que hoje apenas uma mulher integra a corte suprema: a ministra Cármen Lúcia, enquanto as mulheres representam mais da metade da população.
- O manifesto aponta a necessidade de uma política de nomeações mais inclusiva, especialmente para mulheres negras, que não ocupam posições nos tribunais superiores.
- Auxiliares de Lula dizem que a decisão ainda não foi tomada; há debates entre manter a cadeira vaga até as eleições ou indicar um nome que não gere atrito no Senado.
- O senador Davi Alcolumbre prometeu que a escolha caberá a quem vencer as eleições de outubro, caso o governo opte por indicar alguém.
Após a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado, o Movimento Nacional pela Paridade no Judiciário divulgou um manifesto nesta semana. O grupo de magistrados cobra que o presidente Lula indique uma mulher, preferencialmente negra, para o STF, vaga deixada por Messias. A mobilização aponta a necessidade de reparação histórica e maior representatividade.
Segundo o manifesto, a presença feminina no Judiciário superior é ainda muito baixa, com apenas uma mulher entre os 10 ministros do STF. O grupo também ressalta a desigualdade racial, destacando que mulheres negras não ocupam cadeiras nos tribunais superiores.
Auxiliares de Lula afirmam que a decisão ainda não está tomada. Há uma divisão interna: parte do governo prefere manter a cadeira vaga até o resultado eleitoral, enquanto outra parte defende indicar uma mulher negra para evitar desgaste político.
Contexto e próximos passos
A situação ocorre em meio a controvérsia sobre quem deve ocupar a vaga aberta com a saída do ministro Luís Roberto Barroso. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que a escolha caberá ao vencedor das eleições de outubro.
A decisão de Lula pode usar um critério de paridade e inclusão, conforme o manifesto. A expectativa é de que o tema seja definido após consultas internas e eventuais negociações políticas envolvendo o país.
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