- O advogado-geral da União, Jorge Messias, foi derrotado pelo Senado no dia 29 em votação que não ocorria há mais de um século para chegar ao Supremo Tribunal Federal.
- Na noite de quinta-feira, 30, ele publicou no X citando Darcy Ribeiro: “detestaria estar no lugar de quem me venceu”.
- Na manhã de quinta, Messias já havia destacado um trecho bíblico de Salmos, reforçando uma mensagem de fé.
- Darcy Ribeiro foi um dos criadores da Universidade de Brasília (UnB), ministro da Educação em 1962 e destacado indigenista, com atuação política e acadêmica relevante.
- Ribeiro também atuou como senador pelo Rio de Janeiro, viveu períodos de exílio e faleceu aos 74 anos, em 1997, vítima de câncer.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, foi derrotado no Senado na quarta-feira (29) em um processo para chegar ao STF. Na noite de quinta (30), ele publicou mensagens nas redes reproduzindo referências históricas para lamentar o revés.
O seu texto de descontentamento citou Darcy Ribeiro, figura central na educação e na sociologia brasileira, lembrando a trajetória do antropólogo e político em Paris, onde recebeu o título de Doutor Honoris Causa em 1978. As informações foram divulgadas pelo perfil de Messias na rede social.
Ainda na manhã de quinta, o ministro utilizou uma passagem bíblica para justificar serenidade diante de adversidades, citando passagem do livro de Salmos que fala de proteção divina. Messias segue ligado à comunidade evangélica e à Igreja Batista.
Darcy Ribeiro foi um dos idealizadores da UnB, com campus batizado em sua homenagem. Foi ministro da Educação em 1962 e criou os Cieps no Rio de Janeiro, entre 1983 e 1987. Também ocupou o Senado pelo estado do Rio de Janeiro.
Na política, Ribeiro teve atuação marcada pela defesa de populações indígenas. Trabalhou com o SPI, antecedente da Funai, e viveu períodos de exílio durante as décadas de 1960 e 1970. Seu legado inclui obras que influenciam sociologia e antropologia brasileiras.
O conjunto de informações destaca a derrota histórica de Messias no Senado, o uso de referências de Darcy Ribeiro e a contextualização sobre a atuação pública do antropólogo. Não houve interrupção de atividades do governo relacionadas ao tema.
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