- O MPRJ denunciou o traficante Marcinho VP, a mulher Marcia Gama Nepomuceno, o filho Mauro Nepomuceno (Oruam) e mais nove pessoas por organização criminosa e lavagem de dinheiro ligada ao tráfico.
- A operação policial, deflagrada em 29 de dezembro, cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão contra os denunciados; alguns já estão presos.
- A denúncia afirma que Marcinho VP segue exercendo liderança hierárquica no Comando Vermelho, mesmo com mais de vinte anos de prisão.
- A promotoria sustenta que a gestora financeira do grupo, Marcia Nepomuceno, recebia dinheiro em espécie de traficantes e investia em imóveis, estabelecimentos comerciais e fazendas para ocultar o patrimônio.
- O filho de Marcinho, Oruam, é apontado como beneficiário direto, recebendo dinheiro para uso pessoal e atividades ligadas à carreira musical; ele é considerado foragido desde fevereiro.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça o traficante Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, sua mulher Marcia Gama Nepomuceno, o filho Mauro Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, e mais nove pessoas por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A denúncia envolve o que a Promotoria descreve como um esquema de “branqueamento” de recursos obtidos com o tráfico de drogas em comunidades do Rio. A ação foi apresentada após uma operação da Polícia Civil na quarta-feira, 29, que cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão.
Segundo a denúncia, Marcinho VP, líder histórico do Comando Vermelho, mantém influência hierárquica na facção mesmo após anos de prisão. A Promotoria aponta que a gestora financeira do grupo, Marcia Nepomuceno, recebia dinheiro em espécie de traficantes da organização e administrava ativos como imóveis, estabelecimentos comerciais e fazendas. O objetivo seria ocultar o patrimônio ligado às atividades criminosas.
Estrutura da organização criminosa
A denúncia descreve quatro núcleos que compõem a operação:
- liderança encarcerada, com Marcinho VP controlando recursos e decisões estratégicas;
- núcleo familiar, integrado por Marcia, Oruam e Lucas Nepomuceno, responsável pela gestão de ativos;
- núcleo de suporte operacional, incluindo Carlos Alexandre Martins da Silva, Luiz Paulo Silva de Souza (Magrão) e Jeferson Lima Assis, que ajudam na lavagem e atuam como testa de ferro;
- núcleo de liderança operacional, com Doca, Abelha, Pezão, 2D e Sam, atuante nas comunidades no tráfico e na movimentação de valores.
Envolvidos e desdobramentos
Entre os denunciados, Oruam é apontado como beneficiário direto, recebendo recursos ilícitos para uso pessoal e despesas ligadas à carreira musical. O rapper, que já se apresentou no Lollapalooza, é considerado foragido pela Justiça desde fevereiro deste ano. A defesa de Marcinho VP afirma que ele não exerce influência enquanto está preso no sistema federal. A Promotoria mantém a denúncia com base em documentos de movimentação financeira associada ao tráfico e à organização. As defesas ainda não foram divulgadas neste momento.
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