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Planalto busca por traições e bodes expiatórios; relação é abalada

Planalto aponta MDB e PP como possíveis traidores após derrota de Messias, avaliando impacto na base aliada e cobrança a Jaques Wagner

Túnel que dá acesso do Palácio do Planalto ao anexo II (Foto: Marcos Corrêa/PR)
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  • O governo sofreu derrota na indicação de Jorge Messias para o STF e passa a investigar possíveis traições dentro da base, com foco em MDB e PP.
  • No PP, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é apontado como having consolidado a maior parte da bancada, incluindo o apoio de Ciro Nogueira, ligado ao governo.
  • No MDB, a leitura é de dissidência organizada, com Alcolumbre ajudando a alinhavar votos contrários, sob críticas ao presidente Lula por escolhas políticas.
  • Jaques Wagner, líder do governo no Senado, é cobrado por ter previsto um placar mais favorável do que o efetivo, após reunião com Lula; também há críticas a José Guimarães pela articulação política.
  • Lula, em discurso no Dia do Trabalho, citou obstáculos do “sistema” e disse que cada passo adiante enfrenta resistência, em referência à derrota de Messias.

A derrota na indicação do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, para o STF federal expõe desconfianças no Planalto sobre fidelidade da base aliada. O governo aponta MDB e PP como principais suspeitos de dissidência, após a votação secreta.

Lideranças do MDB negam ter atuado contra Messias. O senador Eduardo Braga chamou as acusações de intriga e disse que o governo tenta transferir responsabilidades pela derrota. Renan Calheiros afirmou ter votado, defendendo a atuação do MDB.

No PP, interlocutores do Planalto indicam que o recado decisivo saiu no dia da votação, com Davi Alcolumbre assumindo papel central e consolidando parte da bancada. O grupo ainda cita a participação do senador Ciro Nogueira, que teria permanecido próximo ao presidente do Senado.

No Planalto, avaliação é de que Alcolumbre explorou insatisfações com a escolha de Lula e interesses na vaga do STF. O confronto interno ficou evidente após a derrota de Messias, com o núcleo governista mais alinhado entre PT, PDT e PSB sobrando 18 votos.

Jaques Wagner, líder do governo no Senado, é cobrado por prever placar acima do real. Ele avaliou, ao meio da semana, 45 votos, mas viu o resultado próximo de 34 a favor. Lula recomendou cautela em reunião com o governador baiano Jerônimo Rodrigues.

Guarda-chuvas de avaliação também recaem sobre o ministro José Guimarães, pela articulação política. Aliados afirmam que o governo deveria ter adiado a votação para evitar a derrota, sinalizando falhas na estratégia de venda da indicação.

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