- O PT irá ao Supremo Tribunal Federal para questionar a constitucionalidade do texto da Dosimetria e buscar a anulação da derrubada do veto, aguardando a promulgação da lei.
- A defesa sustenta que o veto integral foi fatiado pelo Congresso, configurando vício do processo legislativo e uma manobra para reduzir impactos do veto.
- Na Câmara, o deputado Pedro Uczai e Lindbergh Farias vão liderar o processo to dentro do PT, argumentando que a lei diminui a proteção do Estado Democrático de Direito.
- A estratégia envolve a atuação de partidos aliados; em novembro de 2025 o Congresso já derrubou outros vetos do governo, com judicialização prevista para este tema.
- Com a derrubada do veto, o PL volta a valer; ele beneficia Jair Bolsonaro e outros 849 condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, com possível redução de pena em cerca de 6 anos e 7 meses, conforme o relator.
O PT anunciou que vai recorrer ao STF para tentar anular a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria. A legenda aguarda a promulgação da lei antes de judicializar o tema. A estratégia contesta a decisão congressual e aponta falhas no processo.
A bancada do PT na Câmara e o PT Nacional afirmam já ter argumentos para questionar a constitucionalidade do texto. O veto de Lula foi considerado inconstitucional por parcialmente violar o rito legislativo bicameral.
O veto integral foi feito em 8 de janeiro. O motivo apresentado pelo governo envolve vício processual e aumento de crimes contra o Estado Democrático de Direito caso o texto fosse aplicado de forma ampla. O Congresso, porém, fatiou o veto.
A acusação de fatiamento envolve o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que dividiu a análise para evitar impactos com mudanças associadas à Lei Antifrações. A leitura é de que o fatiamento permitiu sustentar a derrubada.
Para o Planalto, trechos do PL poderiam reduzir penas de crimes graves se promovidos isoladamente, o que motivou a oposição ao veto. O governo sustenta que a alteração facilitaria prática delituosa e afetaria a proteção penal.
A ofensiva jurídica deve partir da base do PT na Câmara. O deputado Lindbergh Farias e o líder do PT na Casa, Pedro Uczai, lideram o movimento de questionamento judicial. Eles destacam a necessidade de manter o texto sob o controle constitucional.
O PT também criticou a derrubada do veto como retrocesso à democracia, citando impactos sobre a resposta penal em atos contra o Estado Democrático de Direito. A legenda afirma que a medida pode enfraquecer a proteção institucional.
O STF poderá decidir se a norma está alinhada com a Constituição. Caso julgue procedente a ação, a lei pode ser anulada. Caso contrário, o texto volta a vigorar e os efeitos operacionais permanecem.
A estratégia de judicialização envolve aliados ao governo. Partidos como PSOL e PV já ingressaram com ADIs no STF, ainda em tramitação. O ministro Alexandre de Moraes é o relator das ações em pauta.
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