- Relatório de cerca de 570 páginas da Força-Tarefa para Erradicar o Viés Anticristão acusa a gestão Biden de usar agências e políticas públicas de forma discriminatória contra cristãos, incluindo ações contra ativistas pró-vida e universidades cristãs, e críticas a políticas de vacinação.
- Alega que milhares de servidores federais cristãos que solicitaram isenção religiosa na vacinação contra a Covid-19 foram punidos com demissões, suspensões e perda de benefícios.
- O documento afirma que o governo Biden criou uma estrutura que tratou crenças religiosas tradicionais como preconceito ou conduta prejudicial a terceiros, não oferecendo proteção adequada a fiéis.
- Filho da pesquisa aponta uso desproporcional da FACE Act para processar manifestantes pró-vida, com pena média de 14 meses, contra três meses para manifestantes pró-aborto; cita casos como o de Mark Houck.
- No campo educacional, distritos teriam incluído materiais LGBT e dificultado que pais retirem filhos de atividades sobre ideologia de gênero; o FBI também monitorou a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X como possível grupo extremista.
O governo dos Estados Unidos publicou um relatório de aproximadamente 570 páginas que acusa a gestão de Joe Biden de promover discriminação contra cristãos por meio de agências e políticas públicas. O documento foi elaborado pela Task Force to Eradicate Anti-Christian Bias, criada na era Trump.
A força-tarefa afirma que ações consideradas hostis à fé cristã atingiram ativistas pró-vida pacíficos, sem histórico de violência, e resultaram em fiscalização mais severa sobre universidades cristãs. A reportagem descreve multas elevadas em instituições religiosas.
O relatório aponta ainda que milhares de servidores federais cristãos recebendo isenções por motivos religiosos teriam sido punidos com demissões, suspensões ou perda de benefícios. O conjunto de ocorrências seria parte de uma estrutura política que trataria crenças tradicionais como preconceito.
FACE Act e penas desiguais, segundo o documento
O relatório sustenta que a FACE Act foi aplicada de modo desproporcional a manifestantes pró-vida, apesar de a legislação proibir obstáculos ao acesso a serviços de saúde reprodutiva e a liberdade religiosa. As penas variam de seis meses a um ano de prisão.
Dados do documento indicam que, sob o governo Biden, réus pró-vida tiveram penas médias de 14 meses, enquanto manifestantes pró-aborto receberam em média três meses. A força-tarefa descreve condutas como sectárias e críticas à Primeira Emenda.
O material cita ainda que promotores federais reclamaram de um juiz considerado rígido com as condições de fiança, associando o caso a questões religiosas. O relatório afirma que promover afastamento de juízes por crença pode afetar o registro profissional.
Prisões de ativistas e caso Mark Houck
Entre os episódios citados, destaca-se a prisão de Mark Houck, processado após suposta agressão de um funcionário de clínica de aborto contra seu filho. Houck se entregou, mas foi preso em casa por 16 agentes; mais tarde, a Justiça americana o absolveu.
O documento descreve prisões consideradas agressivas a ativistas cristãos, no que envolve procedimentos de autoridades federais. A força-tarefa afirma que houve uso intenso de fiscalização com impactos diretos em pessoas ligadas à fé cristã.
Educação, ideologia de gênero e direitos dos pais
No campo educacional, o parecer aponta que distritos passaram a incluir materiais com temática LGBT, inclusive no ensino fundamental. Também sustenta que escolas dificultaram a retirada de filhos de atividades relacionadas à ideologia de gênero.
A força-tarefa cita relatos de demissões de docentes em contextos de discordância religiosa com políticas de identidade de gênero. O relatório afirma que ações administrativas miram evitar a declaração de identidade por parte de alunos.
FBI e monitoramento de grupos católicos tradicionais
O relatório afirma que o FBI monitorou a Fraternidade Sacerdotal São Pio X após a prisão de Xavier Louis Lopez, em 2022, que carregava itens para atentados. A investigação seria usada para vigiar uma capela ligada ao grupo.
Segundo o texto, o FBI passou a classificar instituições associadas a essa frança católica tradicional como potenciais extremistas. A força-tarefa sustenta que isso aumentou o risco de monitoramento de fiéis sem relação com crimes atribuídos.
Comentário final da força-tarefa e próximos passos
O relatório afirma que a gestão Biden precisa revogar políticas de discriminação e emitir diretrizes para restabelecer direitos civis e religiosos. A organização afirma que o objetivo é restabelecer liberdades constitucionais para todos os cidadãos.
Todd Blanche, líder da força-tarefa, afirma que nenhum americano deve viver com medo por sua fé. O material também afirma que o Departamento de Justiça atuará para expor abusos contra cristãos e proteger a liberdade religiosa.
Entre na conversa da comunidade