- Cinquenta e quatro cadeiras do Senado estão em disputa neste ano, em uma eleição que pode alterar o equilíbrio de forças a partir de 2027 e influenciar a relação com o STF.
- Pesquisas Genial/Quaest indicam mais indefinições do que certezas sobre qual bloco terá maioria no Senado, com sinais de movimento pendular entre estados-chave.
- Em São Paulo, ex-ministros próximos a Lula aparecem com vantagem de Simone Tebet, enquanto Guilherme Derrite, do PP, surge como possibilidade de uma das cadeiras.
- Em Minas Gerais, Marília Campos lidera em dois cenários, mas a segunda vaga permanece indefinida, com candidatos de direita ganhando espaço.
- No Nordeste, a Bahia aponta vantagem da esquerda, já Ceará e Pernambuco apresentam cenários com disputa mais aberta entre diferentes siglas.
A rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF, na quarta-feira (29), mostra o peso da eleição ao Senado para o equilíbrio de poder a partir de 2027. A sondagem Genial/Quaest aponta indefinição predominante nas cadeiras que serão disputadas nos estados com maior eleitorado.
Com 54 vagas em jogo, o Senado nacional pode sofrer mudanças relevantes no cenário político. A oposição ao governo Lula ganhou impulso após o veto a Messias, alimentando a expectativa de ampliar a margem de atuação do Legislativo frente ao STF.
Nos estados de maior eleitorado, as pesquisas refletem cenários variados. Enquanto há sinais de polarização, há também pontos de equilíbrio que podem influenciar o sentido do Senado no próximo mandato.
Paraná
No Paraná, a direita avança nas intenções de voto, com Alvaro Dias (MDB) como destaque, seguido por Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL). A esquerda concentra-se em Gleisi Hoffmann, com espaço ainda para Alexandre Curi (Republicanos). A definição depende de cenários com e sem o apoio de aliados.
Rio de Janeiro
No Rio, a disputa é tensa entre Cláudio Castro (PL) e Benedita da Silva (PT). Dois pré-candidatos da direita, Marcelo Crivella (Republicanos) e Felipe Curi (PL), disputam espaço, alinhados contra o governo federal. O resultado pode redefinir força de oposição e governismo na região.
Minas Gerais
Em MG, Marília Campos (PT) lidera em dois cenários, mas a segunda vaga permanece em aberto. Candidatos de direita como Aécio Neves (PSDB) e Marcelo Aro (PP) aparecem como opções fortes, com Card Viana (PSD) crescendo quando Aécio deixa a equação.
Rio Grande do Sul
No RS, a disputa envolve Germano Rigotto (MDB), Marcel Van Hattem (Novo), Manuela D’Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT). A zona de disputa está espelhada pela margem de erro, mantendo as cadeiras abertas e com potencial para mudanças relevantes.
Bahia
Na Bahia, o cenário aponta vantagem para o bloco de esquerda, com Rui Costa e Jaques Wagner mantendo popularidade. O restante das candidaturas, como João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos), ainda disputa espaço entre as primeiras posições.
Ceará
No Ceará, o pleito está dividido entre Cid Gomes (PSB) e Capitão Wagner (União Brasil). A situação reflete a atuação recente no apoio a Messias e a percepção sobre o papel do Senado na relação com o STF.
Pernambuco
Em Pernambuco, a esquerda aparece com força moderada, com Marília Arraes (PDT) na liderança entre os nomes citados. A segunda vaga envolve Humberto Costa (PT), Miguel Coelho (União Brasil) e Mendonça Filho (PL), com outros nomes próximos da margem de disputa.
As pesquisas Genial/Quaest indicam metodologia variada por estado, com amostras entre 900 e 1.650 entrevistados e margens de erro de 3 pontos percentuais, em sua maioria. Os levantamentos buscam capturar tendências antes das convenções e da definição de alianças locais.
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