- O STF adiou o desfecho do julgamento sobre a aposentadoria compulsória aos 75 anos de empregados públicos por ausência de um 11º ministro.
- A corte está com apenas 10 ministros desde outubro de 2025, após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso e a rejeição da nomeação de Jorge Messias pelo Senado.
- Há maioria para a aplicação imediata da regra, mas não há consenso sobre a redação final da tese.
- O relator Gilmar Mendes, acompanhado por Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Kassio Nunes Marques, sustenta a aplicação imediata. Flávio Dino defende impacto imediato, mas com proteção a direitos já incorporados.
- Fachin abriu divergência ao defender que a aposentadoria só pode ocorrer com lei específica, sendo seguido por André Mendonça e Luiz Fux; o tema possui repercussão geral.
O STF adiou o desfecho de um julgamento sobre a aposentadoria compulsória de empregados públicos aos 75 anos por falta de um 11º ministro na Corte. A sessão ficou suspensa até a indicação de um novo integrante e a conclusão depende dessa recomposição.
A discussão envolve a aplicação imediata da regra, aprovada pela maioria já formada entre ministros, e a redação final da tese a ser fixada. O julgamento não teve decisão definitiva até o momento, mesmo com a maioria favorável ao efeito imediato.
O tema tem repercussão geral reconhecida, o que significa que a decisão servirá de referência obrigatória para instâncias inferiores em casos semelhantes. A ausência de consenso sobre a redação impede o protocolo de um veredito.
Contexto e participantes
A Reforma da Previdência de 2019 ampliou a regra de aposentadoria compulsória para 75 anos aos empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista. O regime de celetistas e do INSS costuma divergir do regime próprio dos servidores concursados.
O relator Gilmar Mendes entende que a regra já produz efeitos imediatos. Ao seu lado, votaram Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Kassio Nunes Marques. A linha é de aplicação direta da aposentadoria aos 75 anos.
Divergências aparecem sobre impactos financeiros e legais da desligação. Flávio Dino defende efeitos imediatos, mas sustenta proteção de direitos já incorporados, como verbas rescisórias. Dias Toffoli acompanhou esse posicionamento.
Edson Fachin abriu divergência, defendendo que a aposentadoria só pode valer após lei específica regulamentar o tema, posição seguida por André Mendonça e Luiz Fux. Com isso, o STF permanece dividido.
O que falta para a definição
A composição atual da corte não permite concluir o julgamento. A falta de um 11º ministro impede a conclusão sobre efeitos, eventual continuidade no serviço e a redação final da tese. A decisão final depende da nomeação e posse do substituto.
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