- O Tribunal Superior Eleitoral rejeitou, por unanimidade, o recurso de Sílvia Waiãpi (PL-AP) e manteve a cassação do mandato.
- A decisão do TSE confirmando a do TRE-AP ocorreu nesta quinta-feira, 30, por uso indevido de verbas públicas durante as Eleições de 2022.
- Ficou comprovado que Waiãpi utilizou recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha para custear um procedimento estético de harmonização facial no valor de R$ 9 mil.
- Também houve a constatação de falsificação de nota fiscal para simular uma despesa eleitoral legítima e dificultar a fiscalização.
- O TSE determinou a nulidade dos votos recebidos pela ex-deputada, com retotalização dos votos e recálculo dos quocientes eleitoral e partidário para o cargo.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, por unanimidade, o recurso apresentado pela ex-deputada federal Sílvia Waiãpi (PL-AP) e manteve a cassação de seu mandato. A decisão confirmou o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) de perda do cargo por uso indevido de verbas durante as Eleições de 2022. O veredito foi anunciado nesta quinta-feira, 30 de novembro de 2023.
Segundo o TSE, ficou comprovado que a ex-parlamentar utilizou verbas do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para custear um procedimento estético de harmonização facial, no valor de R$ 9 mil. Além disso, houve a constatação de falsificação de nota fiscal para simular uma despesa eleitoral legítima e dificultar a fiscalização.
A decisão manteve a nulidade dos votos recebidos por Waiãpi, com a retotalização dos votos e o recálculo dos quocientes eleitoral e partidário para o cargo. O relator do caso no TSE, ministro André Mendonça, afirmou que a conduta atenta contra a moralidade administrativa e a transparência eleitoral.
> A irregularidade foi comprovada por documentos e testemunhas durante a instrução processual, conforme sustentado pelo vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia apresentado representação contra a ex-deputada por gasto ilícito de campanha.
Contexto do processo
O TRE-AP já havia considerado irregular o uso de recursos públicos para fins pessoais, levando à cassação do mandato de Waiãpi. A fiscalização apontou despesas envolvendo o FEFC e a suposta fraude documental, motivando a contestação judicial.
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