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Bisavô de FHC, em 1889, afirmou que Caiado ainda manda

Permanência de mais de duzentos anos: a família Caiado continua a influenciar a política de Goiás, voltando a ganhar projeção nacional com Ronaldo Caiado

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  • A família Caiado mantém influência política em Goiás há mais de 137 anos, desde o telegrama de 1889 em que o bisavô de Fernando Henrique Cardoso disse: “continuam mandando”.
  • O episódio foi citado por FHC durante visita a Goiás em 1995 e voltou a referência no livro dele de 2021, além de servir como epígrafe do livro 1889 de Laurentino Gomes.
  • O auge da dinastia ocorreu entre 1909 e 1930, sob Totó Caiado, com formação profissional direcionada (médicos e advogados) e forte prática de casamentos estratégicos para consolidar poder.
  • A obra de Miriam de Amaral Ribeiro identifica três pilares da longevidade caiadista: casamentos, profissões de alto status e domínio territorial, aliados a um conjunto de práticas de mando transmitidas entre gerações.
  • Olhar atual sugere sinais de inflexão democrática, com educação em ascensão como indicador de maior participação popular, mas a elite permanece presente na política goiana e nacional.

O texto resgata a história de uma família que moldou Goiás por mais de dois séculos e retorna ao debate público com a candidatura presidencial de Ronaldo Caiado. Em 1889, num telegrama enviado pelo capitão Felicíssimo do Espírito Santo Cardoso ao filho, afirma-se que a elite Caiado continuava ocupando espaço político após a Proclamação da República.

Ao longo dos anos, o sobrenome Caiado emergiu como símbolo de permanência de elites locais no poder. O episódio foi ressurgindo na memória pública ao longo das décadas, ganhando lugar em obras, entrevistas e no debate sobre o peso de famílias tradicionais na política brasileira.

O jornalista Laurentino Gomes e a historiadora Miriam de Amaral Ribeiro aparecem como referências no questionamento sobre o tema, associando a permanência de grupos oligárquicos a padrões históricos que se repetem, mesmo diante de transformações institucionais.

Família Caiado no poder

A história da presença Caiado em Goiás remonta a 1772, quando Manoel Caiado se casou com a herdeira de uma sesmaria. Esse começo aponta para a continuidade de influência ao longo de gerações, até os dias atuais, com Ronaldo Caiado na arena política nacional.

Longevidade

A pesquisa de Miriam identifica três pilares da permanência: casamentos estratégicos, profissões liberais com prestígio e domínio territorial. A formação de médicos e advogados aparece como eixo para consolidar poder, mantendo redes de influência.

Coronelismo

O coronelismo é apresentado como sistema de poder local estruturado por grandes proprietários rurais. A capacidade de adaptação das elites, ao longo de mudanças políticas, é apontada como chave para a continuidade do grupo Caiado e de outras oligarquias.

Auge

Entre 1909 e 1930, sob Totó Caiado, houve consolidação de procedimentos de permanência, com forte formação profissional e vínculos para a população. O padrão inclui casamentos estratégicos e uma lógica de aliança constante para manter influência.

Futuro

Especialistas ressaltam que mudanças estruturais na educação e participação cívica podem sinalizar uma inflexão no modelo de poder. A tendência é a ampliação da participação popular na construção do futuro político do país.

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