- O ministro Flávio Dino prorrogou por tempo indeterminado o afastamento do vice-prefeito de Macapá, Mário Neto, proibindo sua entrada em setores da administração municipal e acesso a sistemas da prefeitura.
- A medida foi solicitada pela Polícia Federal e havia sido determinada inicialmente por sessenta dias em março.
- A PF investiga suspeitas de desvio de gastos com emendas parlamentares em Macapá; o ministro afirmou que surgiram fatos novos que sugerem tentativa de interferência nas investigações.
- Caso descumpra a decisão, Mário Neto pode ser preso preventivamente; o Estadão tentou contato com a defesa do vice-prefeito.
O ministro Flávio Dino prorrogou por tempo indeterminado o afastamento do vice-prefeito de Macapá, Mário Neto, por suspeita de desvio de emendas parlamentares. A medida ocorreu neste sábado, 2, a pedido da Polícia Federal, mantendo o afastamento que havia sido estabelecido por 60 dias.
A decisão impede a entrada de Mário Neto em setores da prefeitura e o acesso a sistemas municipais. Caso descumpra a ordem, ele pode ser preso preventivamente. O Estadão procurou a defesa do vice-prefeito para manifestação.
Segundo a PF, a prorrogação busca evitar interferência do investigado no andamento das apurações. A corporação investiga indícios de uso inadequado de recursos de emendas para obras em Macapá, com novos elementos surgidos após o afastamento inicial.
Investigação e desdobramentos
O afastamento envolve o entorno político local, com Mário Neto atuando como adversário político do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A PF não informou novos detalhes operacionais da investigação até a conclusão deste matéria.
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