- Flávio Bolsonaro visitou Anderson Torres na Papuda neste sábado (2) e pediu anistia total para condenados pelo 8 de janeiro.
- Torres foi condenado a 24 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal.
- O Congresso derrubou o veto de Lula a uma lei que pode beneficiar os condenados, incluindo Torres e Bolsonaro.
- Para entrar em vigor, a lei precisa ser promulgada e publicada no Diário Oficial; sem promulgação, a atribuição pode ficar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
- Flávio mantém a defesa da anistia como bandeira e afirmou que conversaram sobre segurança pública.
Flávio Bolsonaro visitou neste sábado (2) o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, preso em Brasília por participação na tentativa de golpe de Estado. O deputado afirmou nas redes sociais que discutiu segurança pública e apoiou a anistia aos condenados do 8/1, para atender às vítimas da suposta fraude. Torres foi ministro de Jair Bolsonaro e, na época dos atos, ocupava a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.
Flávio Bolsonaro destacou, na publicação, que a família de Torres tem aniversário neste fim de semana e citou a residência do 19º Batalhão de Polícia Militar, conhecido como Papudinha, na referência ao contexto. A mensagem reforçou o empenho pela anistia total para todos os envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
A anistia aos condenados por participação nos eventos de 8/1 é uma das bandeiras da base de Flávio Bolsonaro. A articulação envolveu, inicialmente, propostas de perdão amplo, com ajustes futuros na Câmara e no Senado para reduzir penas e ampliar benefícios. O tema permanece em discussão no Legislativo.
Contexto legislativo
Na quinta-feira (30), o Congresso derrubou o veto de Lula a projeto que previa a concessão do benefício aos condenados, incluindo Torres e Bolsonaro. A promulgação é necessária para entrar em vigor; caso o veto não seja publicado, a competência de promulgação fica com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
A decisão depende ainda de tramitações formais e da publicação no Diário Oficial. As partes envolvidas não ganharam prazos oficiais para definição, e o desfecho depende de atos administrativos adicionais. A redação final do texto segue sob análise, sem conclusão anunciada.
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