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Governo aposta no fim da 6 x 1 após derrotas no Congresso

Após derrotas no Congresso, governo aposta na redução da jornada de trabalho e no fim da escala 6x1 para recompor apoio popular

Na linha de frente da defesa do presidente, os ex-ministros Fernando Haddad (pré-candidato ao governo paulista) e Simone Tebet (pré-candidata ao Senado) representaram o governo no evento do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo (SP) - (crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil)
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  • Governo intensifica defesa da redução da jornada de trabalho, com foco na proposta de 40 horas semanais (5 x 2) e duas folgas consecutivas, para angariar apoio no Congresso.
  • Atos do Dia do Trabalhador, em São Bernardo do Campo (SP), tiveram Humilde participação de ex-ministros e aliados do Planalto na defesa da pauta, mesmo após derrotas recentes no Senado e no Congresso.
  • Desenrola 2 é apresentado como parte da estratégia para melhorar a imagem de Lula, incluindo renegociação de dívidas para reduzir o endividamento das famílias, que está em cerca de 80,4% em março, segundo a CNC.
  • O governo encaminhou ao Congresso projeto de lei com urgência para a mudança da jornada, enquanto a Câmara analisa duas propostas de emenda constitucional para o tema, com o objetivo de acelerar a votação.
  • Em sessão ampliada de críticas, adversários like o senador Flávio Bolsonaro cobraram custos de gestão e uso de recursos públicos, incluindo o cartão corporativo, em tom de oposição ao governo.

Depois das derrotas no Congresso, governo aposta no fim da 6 x 1. Parte da estratégia para melhorar a imagem de Lula passa pela defesa da redução da jornada de trabalho, associada ao pacote Desenrola 2 e à renegociação de dívidas. A prioridade é atender ao eleitorado após as derrotas na semana.

No ato do Dia do Trabalhador, ex-ministros participaram de manifestações em São Bernardo do Campo (SP). Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo, e Simone Tebet, pré-candidata ao Senado, defenderam a redução da jornada como pilar da pauta governista. Marina Silva também participou de evento distinto na cidade.

Haddad sinalizou apoio à jornada 5 x 2, com 40 horas semanais, e citou a expectativa de vitória na Câmara, onde Hugo Motta é visto como peça-chave para avançar o tema. Tebet rebateu críticas sobre produtividade, ressaltando direitos de descanso e qualidade de vida. Marina Silva chamou atenção ao impacto para as mulheres.

Proposta de redução da jornada

Lula passou o dia em Brasília, sem compromissos públicos. O governo ajuizou projeto de lei em regime de urgência para reduzir a jornada para 40 horas semanais com duas folgas consecutivas, preferencialmente aos fins de semana. Paralelamente, duas PECs tramitam em comissão especial para tratar do tema.

O Desenrola 2 visa reduzir o endividamento de famílias, com dados da CNC apontando 80,4% de endividamento em março. O Planalto vê o programa como complemento às medidas para melhorar a renda e, assim, ampliar a popularidade do governo. O pacote também envolve perspectivas sobre regulamentação do trabalho por apps, ainda travada.

Desdobramentos políticos

O governo tenta avançar com medidas de concessão de crédito e renegociação de dívidas para amenizar o impacto de derrotas no Senado e no Congresso. Em anúncio recente, o presidente enfatizou etapas do Desenrola 2 e a renegociação de débitos, sem participações públicas adicionais no dia.

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato, divulgou vídeo em que critica custo de vida, tributação e endividamento. Ele questionou gastos públicos e pediu menos promessas, defendendo um cenário de maior prosperidade e oportunidades para a população.

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