- Haddad disse que o empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro é explicado por uma “lavagem cerebral coletiva”, em discurso na sede da Força Sindical, em São Paulo.
- A pesquisa Genial/Quaest divulgada em abril aponta 42% para Flávio e 40% para Lula em cenário de segundo turno, com a margem de erro de dois pontos percentuais mantendo o empate.
- O ex-ministro disse que o contraste entre os dois é grande e afirmou que a situação é inadmissível, defendendo a agenda dos trabalhadores e da democracia.
- Ainda no mesmo evento, Haddad classificou as recentes derrotas do governo no Congresso — rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF e derrubada do veto à Dosimetria — como “derrotas no combate à corrupção”.
- Ele sugeriu que há articulações para favorecer impunidade de responsáveis por escândalos, mencionando indiretamente o contexto do Banco Master.
O ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, atribuiu o empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas à Presidência a uma chamada lavagem cerebral coletiva. Em discurso na sede da Força Sindical, em São Paulo, ele afirmou que o contraste entre os dois é enorme e que o cenário atual é inaceitável. Haddad ressaltou a defesa dos trabalhadores e da democracia como agenda central.
Segundo a Genial/Quaest, divulgada em abril, Flávio Bolsonaro aparece com 42% das intenções de voto em cenário de segundo turno, diante de 40% de Lula. A margem de erro de dois pontos percentuais torna o quadro um empate técnico, embora haja destaque numérico do senador.
No mesmo evento, Haddad afirmou aos jornalistas que as duas derrotas recentes do governo Lula no Congresso configuram derrotas no combate à corrupção. Ele citou a recusa de indicação de Jorge Messias ao STF e a rejeição do veto presidencial ao PL da Dosimetria, destacando a necessidade de apuração de responsabilidades.
Ele ainda comentou sobre as articulações políticas envolvendo a impunidade de recentes escândalos, mencionando o contexto do debate público sobre o tema. Haddad declarou que a população espera desfechos que esclareçam as responsabilidades de cada caso.
Derrotas no Congresso
Haddad criticou as decisões do Congresso, avaliando que as derrotas do governo estão ligadas a interesses que colocam em risco o combate à corrupção. O ex-ministro reforçou a necessidade de transparência e de decisões que fortaleçam a confiança pública.
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