- Morreu no Rio de Janeiro, aos 85 anos, não tendo sido divulgada a causa, e foi reconhecido como símbolo da resistência à ditadura.
- Nasceu em Exu, em oito de setembro de 1940, e migrou da engenharia para o jornalismo durante o ITA, onde escrevia para o jornal estudantil O Suplemento.
- Atuou como editor na Folha da Tarde e integrou a equipe que fundou a revista Veja, em mil has: 1968, a convite de Mino Carta.
- Coordenou uma das primeiras reportagens sobre torturas praticadas pela ditadura, com capa dedicada ao tema; o episódio é detalhado na biografia Contracorrente.
- Também passou por Realidade, Opinião e Movimento, revistas e jornais de resistência; deixa quatro filhas e a viúva Sizue Imanishi, que morreu em 2020.
Raimundo Rodrigues Pereira, jornalista brasileiro, morreu neste sábado (2), no Rio de Janeiro, aos 85 anos. Ele ficou conhecido como um dos símbolos da resistência da imprensa à ditadura militar. A causa da morte não foi divulgada.
Nascido em Exu, em 8 de setembro de 1940, Pereira formou-se em física e migrou para o jornalismo durante o curso no ITA, onde escreveu para o jornal estudantil O Suplemento. Em 1967, atuou como editor na Folha da Tarde, observando a ascensão de veículos de oposição.
A trajetória dele ganhou destaque ao integrar a equipe que fundou a Veja, da editora Abril, em 1968, a convite de Mino Carta. Em seguida, coordenou a equipe que produziu uma das primeiras reportagens sobre torturas durante o regime, com apoio de um assessor que reconheceu tais práticas na época.
Ao longo da carreira, Pereira atuou em Realidade, Opinião e Movimento, veículos de resistência ao regime nos anos 70. O Movimento circulou entre 1975 e 1981, sob censura e dificuldades financeiras, sendo apontado como um marco na imprensa de oposição.
Pereira era filho de comerciantes e, nas últimas décadas, residia no Rio de Janeiro. Foi casado com a socióloga Sizue Imanishi, falecida em 2020, e deixa quatro filhas. A notícia foi destacada pela ABI, que o lembra como uma das figuras centrais da imprensa brasileira durante a ditadura.
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