- Maria do Carmo Cardoso, próxima à família Bolsonaro, assumiu a presidência do Tribunal Regional Federal da 1ª Região na semana passada.
- Ela já teve redes sociais suspensas pelo CNJ por apoiar publicamente atos golpistas em frente a quartéis do Exército, após a eliminação do Brasil na Copa de 2022.
- A suspensão ocorreu por ordem do corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, que classificou a publicação como conteúdo político com incitação a condutas antidemocráticas.
- Em defesa, Cardoso afirmou não se lembrar da postagem; o processo, contudo, foi arquivado em dezembro de 2023 por 8 votos a 6.
- O TRF-1, sediado em Brasília, abrange o Distrito Federal e 12 estados, e Cardoso já atuou no tribunal desde 2001, tendo sido madrinha da indicação de Kassio Nunes Marques ao Supremo.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) tem uma nova presidente: a desembargadora Maria do Carmo Cardoso assumiu o cargo na semana passada.
Cardoso já teve redes suspensas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por apoiar publicamente atos golpistas em frente a quartéis do Exército. A decisão ocorreu no fim de 2022, por ordem do então corregedor nacional de Justiça e atual vice-presidente do STJ, ministro Luis Felipe Salomão.
Salomão afirmou que a publicação tinha conteúdo político inequívoco e incitava condutas antidemocráticas em áreas militares. A principal manifestação ocorreu em um acampamento em Brasília, no Quartel-General do Exército, que precedeu invasões e vandalismo aos prédios dos Três Poderes em 8 de janeiro.
A defesa de Cardoso afirmou ao CNJ que não se recorda da publicação, enquanto o corregedor destacou que a versão da magistrada “salta aos olhos”. Em dezembro de 2023, o processo foi arquivado por oito votos a seis.
Maria do Carmo Cardoso é próxima à família Bolsonaro e atuou como madrinha da indicação do ministro Kassio Nunes Marques ao STF, em 2020. A magistrada paranaense ingressou no TRF-1 em 2001, na vaga destinada à advocacia.
O TRF-1, com sede em Brasília, abrange o Distrito Federal e 12 estados. Entre eles estão AC, AM, BA, GO, MA, MT, PA, PI, RO, RR, TO e parte do AM. A corte tem jurisdição sobre temas federais relevantes para a região.
Segundo informações disponíveis, a mudança de liderança ocorre em meio a um cenário de forte expectativa institucional. Procurada, a assessoria do TRF-1 não respondeu até o momento. A magistrada também não comentou o tema.
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