- Augusto Cury, pré-candidato do Avante, defende, no Brasil, um sistema semipresidencialista ou parlamentarismo de direito, com divisão de poderes entre um primeiro-ministro pelo Congresso e o presidente da República responsável pela política de Estado.
- A proposta exige novo plebiscito, pois Cury diz que o Referendo de 1993 não reflete a juventude nem a realidade atual do país.
- Ele critica a taxa Selic de 14,75% e um spread de 4% a 5%, estimando custo de capital em cerca de 20% ao ano, e propõe reduzir para entre 4% e 6% via criação de uma Secretaria Executiva para captação de recursos externos com seguro em dólar.
- Cury recomenda enfrentar a irresponsabilidade fiscal and regra de gastos, sugerindo uma equipe com vários Paulo Guedes e especialistas de Insper e Fundação Getúlio Vargas.
- O candidato propõe 10 mil clubes ou escolas de empreendedores para preparar a população diante da IA, mirando formar 10 milhões de microempreendedores em 10 a 12 anos, com crédito por meio de um Banco do Empreendedor voltado a microempresas nas periferias.
O pré-candidato à presidência pelo Avante, Augusto Cury, defende a adoção do semipresidencialismo ou parlamentarismo de direito no Brasil. A proposta foi apresentada em entrevista ao CB.Poder, veículo fruto da parceria entre Correio e TV Brasília, realizada neste sábado (2/5).
Cury sustenta que o país já vive um parlamentarismo “de fato” por conta do peso do Congresso sobre o orçamento, mas aponta a necessidade de uma estrutura jurídica que antecipe os traumas de impeachment. A ideia envolve dividir poder entre um primeiro-ministro, indicado pelo Congresso, e um presidente da República com foco em Estado, relações exteriores e Forças Armadas.
A mudança, segundo o escritor, depende de um novo plebiscito. Ele critica a consulta de 1993 por não refletir a realidade e a vontade da juventude brasileira atual, defendendo que a população decida o novo formato de governo.
Proposta de governo e plebiscito
No âmbito institucional, Cury sugere que o primeiro-ministro ficará responsável pela gestão cotidiana e pelos assuntos administrativos, enquanto o presidente conduzirá política de Estado e comandos estratégicos. A transição, diz, só ocorre com aprovação popular.
Cenário econômico e instrumentos de financiamento
O pré-candidato critica a atual taxa Selic de 14,75% e um spread adicional que ele estima entre 4% e 5%, elevando o custo do capital para cerca de 20% ao ano. Propõe reduzir juros para 4% a 6% com a criação de uma Secretaria Executiva para captação de recursos externos, via fundos soberanos de países como Arábia Saudita, Emirados e EUA, com seguro em dólar.
Cury alerta para a necessidade de combater a chamada irresponsabilidade fiscal, afirmando que o governo gasta mais do que arrecada. Ele sugere reunir uma equipe com vários Paulo Guedes e especialistas de instituições como Insper e FGV.
Empreendedorismo para o futuro do trabalho
Outra meta é enfrentar o impacto da Inteligência Artificial na geração de empregos por meio de 10 mil clubes ou escolas de empreendedorismo em comunidades, igrejas e escolas públicas. A iniciativa prevê formar cerca de 10 milhões de microempreendedores em 10 a 12 anos e criar um Banco do Empreendedor para financiar microempresas, especialmente nas periferias.
Assista à entrevista completa e obtenha mais detalhes sobre as propostas de Augusto Cury, conforme apuração do CB.Poder. As informações acima descrevem as prioridades, sem antecipar julgamentos ou opiniões. Fonte: entrevista veiculada pelo CB.Poder.
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