- O rapper Hertz Dias, de 55 anos, é pré-candidato à Presidência pelo PSTU e afirma que o Brasil vive uma ditadura da burguesia/capital, propondo que eleições não resolvem os problemas.
- A reação dele envolve uma proposta de conselhos populares, expropriação sem indenização, estatização do sistema financeiro e suspensão da dívida pública; no campo, defende expropriação sem indenização e controle operário.
- Hertz Dias é professor de História em São Luís e já disputou cargos públicos pelo PSTU, com desempenhos baixos: 0,05% como vice em 2018, 0,42% para prefeito em 2018 e 0,15% para governador em 2022.
- O PSTU não tem representantes eleitos nem acesso ao Fundo Partidário ou tempo de rádio e TV, dependendo do Fundo Eleitoral para sustentar campanhas, incluindo cerca de R$ 3,4 milhões em 2024.
- A estratégia dele inclui atuação em podcasts de esquerda para ampliar a candidatura, criticando tanto a direita quanto a esquerda tradicional, e defendendo uma economia planificada voltada aos trabalhadores.
Hertz Dias, 55, pré-candidato à Presidência pelo PSTU, afirma que as eleições não resolvem os problemas do país. Ele diz que busca uma tribuna política para denunciar a “podridão do sistema” e não apenas ser eleitoreiro.
O professor de História da rede pública de São Luís participou de entrevistas e podcasts para divulgar a candidatura. O maranhense apresenta a atuação política como consequência de uma trajetória de militância ligada ao hip-hop local.
O PSTU, partido de esquerda, não tem representantes eleitos e utiliza o pleito como instrumento de agitação e defesa de uma revolução socialista. Em 2024, o partido recebeu cerca de R$ 3,4 milhões do Fundo Eleitoral.
Historicamente, Hertz Dias disputou cargos locais com resultados modestos: vice em 2018 (0,05% dos votos), prefeito de São Luís em 2020 (0,42%) e governador do Maranhão em 2022 (0,15%).
Em suas falas, ele defende a estatização do sistema financeiro, expropriação de fortunas sem indenização e a suspensão da dívida pública. No campo, propõe expropriação de terras e fusão de bancos sob controle dos trabalhadores.
Sobre as instituições, o pré-candidato descreve Congresso e STF como inimigos da classe trabalhadora. Em vez da democracia representativa, coloca a perspectiva de conselhos populares, com decisões diretas dos trabalhadores.
No campo internacional, Hertz critica a atuação dos EUA e considera a China uma potência imperialista, mantendo posição contrária ao governo de Zelensky. Defende resistência à agressão imperialista, sem alinhamento com a Ucrânia.
Em entrevista à Gazeta do Povo, ele diz enxergar a participação eleitoral como forma de contestação, e não de legitimação do sistema. A ideia é denunciar a desigualdade do processo democrático, segundo o candidato.
A trajetória de Hertz Dias inclui raízes no hip-hop maranhense, como dançarino de break e vocalista do grupo Gíria Vermelha. Formou-se em História pela UFMA e tem mestrado em Educação.
Para o pré-candidato, a resposta à desigualdade passa pela reestruturação econômica, com planejamento e controle estatal. O objetivo é substituir a propriedade privada por uma economia voltada às necessidades do povo.
Críticas às correntes políticas existentes não são timidamente temporizadas: ele aponta o lulismo como decadente e a extrema direita como defensora da entrega acelerada de riquezas, segundo relatos das recentes falas do rapper.
A visão de Hertz enfatiza que a mobilização dos trabalhadores depende de lideranças dispostas a romper com asbenesses do poder, segundo suas próprias palavras em entrevistas e entrevistas em podcasts.
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