- O governo dos EUA tentou, de forma significativa, encontrar uma forma de evitar o shutdown da Spirit Airlines, mas não teve sucesso.
- O secretário de Transportes, Sean Duffy, disse que havia várias ideias em discussão para ajudar a Spirit e que o presidente estava determinado a manter a empresa operando.
- O assunto girava em torno de um possível resgate de 500 milhões de dólares; no final, não houve acordo, pois os credores tinham a palavra final sobre qualquer acordo.
- A Spirit Airlines entrou com falência em agosto de 2025, segundo Duffy; ele afirmou que a situação já era crítica antes de disputas com o Irã e que a fusão com a JetBlue foi bloqueada pela Justiça em 2024.
- Outras companhias aéreas, como Delta, JetBlue, Southwest e United, anunciaram limites de preço para passageiros da Spirit; os viajantes tinham entre 72 horas e duas semanas para aproveitar os descontos, conforme a empresa.
Ao menos uma tentativa do governo Trump de evitar o fechamento da Spirit Airlines não teve sucesso neste fim de semana. De acordo com o secretário de Transporte, Sean Duffy, houve “um esforço significativo” para encontrar uma forma de manter a empresa operando, mas não houve acordo.
Duffy disse que havia várias ideias em estudo sobre como o governo poderia ajudar a Spirit, durante uma coletiva em Newark, no Aeroporto Libert y International, neste sábado, 2 de maio. O objetivo era impedir a interrupção de voos e proteger empregados e clientes da companhia.
Segundo o secretário, a crise envolvia credores, que teriam a palavra final sobre qualquer acordo com o governo. Mesmo com a possibilidade de um generoso aporte de até meio bilhão de dólares, não foi possível fechar um acordo viável, informou.
A Spirit Airlines já havia entrado com pedido de falência em agosto de 2025, seu segundo em menos de um ano. O agravamento dos problemas veio depois da rejeição, pela administração Biden, de uma fusão com a JetBlue em 2024, conforme afirmou Duffy.
Empresas aéreas concorrentes sinalizaram apoio aos passageiros da Spirit. Delta, JetBlue, Southwest e United anunciaram medidas para limitar o preço de passagens para clientes afetados por voos cancelados, com opções de reembolso ou reacomodação.
A orientação aos passageiros foi de que, conforme cada empresa, o prazo para aproveitar os benefícios variava entre 72 horas e duas semanas. Duffy recomendou aos viajantes antecipar a reacomodação, para evitar restrições de disponibilidade.
O secretário afirmou que, apesar da crise, não há necessidade imediata de outras solicitações de ajuda governamental para companhias aéreas, já que, segundo ele, essas empresas costumam manter caixa suficiente para operar sem socorro rápido do governo.
Duffy também comentou que, desde o início da semana, houve contatos com CEOs das companhias para avaliar cenários caso a situação se agradasse, destacando a importância de evitar práticas abusivas de preços diante de situações emergenciais.
A análise governamental segue, segundo o secretário, com foco em competição no setor aéreo, preço de tíquetes e segurança de suprimento de combustível. A administração continuará avaliando medidas para manter o equilíbrio do mercado.
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