- Zema defendeu, em podcast, que crianças possam trabalhar no Brasil, afirmando que é necessário flexibilizar regras para adolescentes, com uso de “oportunidades de trabalho” sem atrapalhar a escola.
- Após críticas, o pré-candidato voltou ao tema em três posts nas redes sociais, enfatizando termos como “adolescentes” e “jovens” e dizendo que é hora de parar com a hipocrisia.
- Ele afirmou que, no Brasil, o estudo é prioritário, mas que crianças podem ajudar com atividades simples, sob proteção e sem prejudicar a educação.
- A Constituição de 1988 proíbe trabalho infantil abaixo de 16 anos; entre 14 e 16, jovens podem acessar a Carteira de Trabalho como aprendiz, com regras de proteção e jornada reduzida.
- O IBGE informou que, em 2024, havia 1,65 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos em situação de trabalho, representando 4,3% desse grupo; houve aumento de 34 mil pessoas em relação ao ano anterior, com 1,195 milhão em atividade econômica e 455 mil apenas para consumo próprio.
O ex-governador de Minas Gerais, Zema, voltou a falar sobre o tema em tom de defesa durante o podcast Inteligência Ltda, veiculado no Dia do Trabalhador. A fala gerou repercussão online, levando o pré-candidato à Presidência a contextualizar suas posições em novas postagens.
Ele afirmou que o Brasil viveu tempos em que jovens poderiam trabalhar desde os 14 anos, lembrando que iniciou a própria vida profissional nessa idade, auxiliando o pai. O apresentador Rogério Vilela participou da entrevista, que ampliou o debate sobre trabalho infantil.
Mesmo reconhecendo que o estudo deve ser prioridade, o ex-governador sustentou que crianças podem contribuir com atividades simples, desde que haja proteção e supervisão. Zema atribuiu parte da resistência a questões políticas, cobrando uma reavaliação do tema.
O que diz a lei
A Constituição de 1988 impede o trabalho de menores abaixo de 16 anos. Entre 14 e 16 anos, jovens podem obter a Carteira de Trabalho como aprendizes, com regras específicas de proteção, jornada reduzida e matrícula escolar obrigatória.
Dados sobre trabalho infantil no Brasil
O IBGE informou que, em 2024, havia 1,65 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos nessa condição, correspondendo a 4,3% da população nessa faixa. O número representa um aumento de 34 mil jovens em relação a 2023. Entre eles, 1,195 milhão atuavam economicamente e 455 mil trabalhavam para consumo próprio.
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