- O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, voltou a defender o trabalho na adolescência em vídeo publicado em 2 de maio, dizendo que é preciso ampliar oportunidades com proteção sem atrapalhar a escola.
- Ele citou o aumento da informalidade e o recrutamento de jovens por facções para justificar a ampliação do programa jovem aprendiz, que permite o emprego de adolescentes a partir de 14 anos, com restrições.
- Zema afirmou que milhões de jovens já trabalham hoje na informalidade, sem regras ou proteção, e criticou a forma como o país protege crianças segundo ele.
- Em podcast divulgado no dia 1º de maio, ele atribuiu à esquerda a ideia de que o trabalho infantil atrapalha o desenvolvimento e comparou o Brasil a outros países, como os Estados Unidos.
- No Brasil, a lei proíbe o trabalho infantil até 16 anos; adolescentes a partir de 14 podem atuar como menor aprendiz, desde que cumpram regras, como evitar atividades noturnas, insalubres e perigosas.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, voltou a defender o uso do trabalho na adolescência. Em vídeo publicado neste sábado, 2 de maio, ele afirmou que é preciso ampliar oportunidades com proteção e sem atrapalhar a escola, citando o programa jovem aprendiz como base para a medida.
Zema argumenta que muitos jovens já trabalham informalmente, sem regras nem proteção, e que o país precisa demonstrar que protege crianças e adolescentes. Ele também associou o aliciamento de jovens pelo crime organizado a falhas na formação profissional.
No discurso, o ex-governador afirmou que, na ausência de educação e trabalho formais, o crime ofertaria caminhos aos adolescentes. Segundo ele, é necessário abrir portas para que aprendam a trabalhar de forma honesta e construir o futuro.
Ainda na semana passada, Zema participou do podcast Inteligência Ltda. e atribuiu à esquerda a visão de que o trabalho infantil prejudica o desenvolvimento. Em comparação com exemplos internacionais, ele citou que, em alguns lugares, adolescentes trabalham de forma regulamentada, sem caracterizar exploração.
Na legislação brasileira, o trabalho infantil é proibido para menores de 16 anos. Adolescentes a partir de 14 anos podem atuar como menor aprendiz, desde que cumpram regras como não realizar tarefas noturnas, insalubres ou perigosas, e estejam vinculados a empregos com proteção.
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