- Desembargador aposentado do TJRJ, Henrique Figueira, elogiou Ricardo Couto como governador interino, afirmando que ele faz uma “limpeza espetacular” para reduzir o viés político na máquina pública.
- Figueira disse que Couto exonerou mais de 500 servidores por inconsistências funcionais e promoveu um pente-fino em contratos acima de R$ 1 milhão, além de bloquear novas licitações fora do orçamento.
- O comentarista destaca que Couto tem perfil técnico e é reconhecido pela capacidade de gestão, mesmo tendo começado o mandato dizendo não estar preparado para o cargo.
- Couto assumiu em maio de 2025, após a renúncia do vice-governador e diante de um vácuo na linha sucessória, com o governante estadual passando a depender da Assembleia para definir rumos políticos.
- O contexto envolve decisões do STF e do TSE sobre a linha sucessória e possíveis eleições, mantendo Couto no cargo até definição sobre eleição suplementar ou indireta.
O desembargador aposentado Henrique Figueira, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), elogiou o presidente do órgão, Ricardo Couto, pela atuação como governador interino. Em entrevista à Folha de S. Paulo, ele afirmou que Couto está promovendo uma limpeza administrativa ao retirar o viés político da máquina pública fluminense.
Figueira, que conviveu com Couto na época em que ambos atuaram no TJ, disse que o governador interino tem forte capacidade de gestão e está arrumando as secretarias. Afirmou ainda que Couto não possui viés político e que isso facilita a atuação institucional.
Durante o período à frente do governo interino, Couto já exonerou mais de 500 servidores. Parte das demissões levou em conta inconsistências funcionais, como ausência de registro de acesso aos sistemas internos e falta de credenciamento institucional.
Também houve pente-fino em contratos acima de 1 milhão de reais e suspensão de novas licitações que não respeitavam a previsão orçamentária. Segundo Figueira, essa atuação demonstra preocupação com o reequilíbrio financeiro e a conformidade com regras administrativas.
Couto chegou ao governo em maio de 2025, após a renúncia do vice-governador Thiago Pampolha, que passou a ocupar uma vaga no TCE-RJ. A renúncia abriu espaço na linha sucessória, com Cláudio Castro (PL) sendo o governador na época.
Em dezembro de 2025, a Operação Unha e Carne movimentou a política fluminense ao prender preventivamente o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e afastá-lo do cargo. A Alerj derrubou a prisão, mas Bacellar permaneceu afastado.
O TSE, em decisão ainda não final, discutiu a cassação de Bacellar e de Castro. Enquanto isso, Castro renunciou e Couto assumiu a chefia do Executivo estadual. A linha sucessória segue em análise, com a possibilidade de eleição indireta pelos deputados ou de eleição suplementar.
Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente da Alerj, substituindo Bacellar. O Supremo Tribunal Federal, no entanto, determinou que Couto permaneça no cargo até definição final sobre o futuro da governança do estado.
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