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Homem recebe 26 anos por manter família refém durante enchentes no RS

Tribunal de Porto Alegre condena homem a vinte e seis anos por manter família refém durante as cheias de maio de two thousand twenty-four, com custódia mantida

Homem é condenado a 26 anos de prisão por fazer família refém durante enchentes no Rio Grande do Sul
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  • Tribunal do Júri de Porto Alegre condenou um homem a 26 anos de prisão por crimes ocorridos durante a enchente de maio de 2024, incluindo tentativa de homicídio duplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, constrangimento ilegal tentado e porte ilegal de arma com numeração suprimida, com custódia mantida e execução imediata da pena.
  • O julgamento ocorreu no Fórum Central da capital, em dois dias, início em 29 de abril e conclusão em 30 de abril.
  • A vítima atingida pelo disparo foi um voluntário que auxiliava vítimas das cheias, durante a distribuição de donativos e marmitas.
  • O acusado, após o disparo, fugiu e invadiu uma residência próxima, mantendo sob mira de arma diversos membros de uma mesma família, incluindo uma idosa de 80 anos.
  • Segundo o Ministério Público, os sequestros, o cárcere privado e o constrangimento ilegal foram praticados para assegurar a fuga e evitar responsabilização pelo crime contra a vida.

Um homem foi condenado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul a 26 anos de prisão por crimes cometidos durante a enchente histórica de maio de 2024. A sentença, proferida pelo Tribunal do Júri de Porto Alegre, envolve tentativa de homicídio dupla qualificada, sequestro, cárcere privado, constrangimento ilegal tentado e porte ilegal de arma com numeração suprimida. A custódia permanece, com execução imediata da pena.

O julgamento ocorreu no Fórum Central da Capital, ao longo de dois dias, entre 29 e 30 de abril. O réu já estava preso preventivamente e teve a custódia mantida após a sentença. A decisão confirmou condenação pelos crimes relacionados ao ataque contra um voluntário que auxiliava vítimas das cheias e ao cativeiro de uma família mantida sob mira de arma.

Segundo o Ministério Público, o crime aconteceu em 4 de maio de 2024, na Zona Norte de Porto Alegre, durante o cenário de calamidade provocado pelas cheias. O voluntário distribuía donativos e marmitas quando foi atingido por um disparo na cabeça, em meio à assistência humanitária.

Após o ataque, o réu fugiu e invadiu uma residência próxima, mantendo sob fogo vários integrantes de uma família, incluindo uma idosa de 80 anos. O objetivo, segundo apurado, era assegurar a fuga e evitar responsabilização pelo crime anterior.

Contexto das cheias de 2024

As chuvas de maio provocaram a maior tragédia climática já registrada no estado. Foram 183 mortes e 27 desaparecidos, segundo a Defesa Civil. Mais de 2,3 milhões de pessoas foram impactadas, em 471 municípios. O referência de água alta ocorreu com o Guaíba chegando a 5,37 metros em Porto Alegre no dia 5 de maio. A cidade ficou parcialmente submersa, com áreas centrais, estádios e infraestrutura afetados.

O episódio de maio de 2024 também marcou o mês mais chuvoso desde 1910, segundo o INMET, com acumulados históricos na capital gaúcha. A enchente deixou grandes danos materiais e impacto humanitário relevante na região.

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