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Presidente do TST se autointitula ‘vermelho’ e critica ‘azuis’

Presidente do TST se declara ‘vermelho’ e diz que magistrados atuam por causa, ampliando o papel da Justiça do Trabalho diante do capitalismo

Luiz Philippe Vieira de Mello Filho presidente do TST se assumiu “vermelho” e criticou“azuis” em evento sobre justiça do Trabalho. (Foto: Bárbara Cabral, Carol Bruzzone, Fellipe Sampaio, Jailson Sam, Matheus de Paula, Nelson Jr. e Stefano Pessoa/Secom TST)
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  • O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, chamou-se de “vermelho” ao dizer que “nós, vermelhos, temos causa” durante evento em 1º de maio.
  • Ele afirmou inicialmente que “não existe juiz azul ou vermelho”, mas passou a classificar magistrados como por “causas” ou por “interesses”, incluindo-se no segundo grupo.
  • Mello Filho disse que a atuação dos “vermelhos” busca defender a instituição e as pessoas vulneráveis, respaldada pela Constituição.
  • O ministro também posicionou o TST como fight against a crise do que chamou de “capitalismo selvagem e desenfreado”, defendendo um papel regulador nas relações entre empresas e trabalhadores.
  • Ele destacou que o objetivo não é apenas aplicar a lei, mas conter críticas da Justiça do Trabalho e enfrentar defensores de interesses econômicos.

Durante um evento institucional sobre a Justiça do Trabalho, em 1º de maio, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, se declarou vermelho e afirmou ter uma causa a defender a serviço da instituição.

Ele afastou a ideia de juízes azuis ou vermelhos, mas criou uma divisão entre magistrados que atuariam por interesses e por causas, incluindo-se no segundo grupo. O público foi informado de que a atuação da Justiça do Trabalho seria pautada por valores e por uma missão social.

O ministro afirmou que a Justiça do Trabalho deve enfrentar críticos da sua atuação e defender a vulnerabilidade dos trabalhadores. Segundo ele, a instituição não se limitará à aplicação da lei, mas funcionará também como reguladora de relações entre empresas e trabalhadores, atuando contra o que chamou de capitalismo desenfreado. A defesa é de que a Constituição confere à Justiça do Trabalho poderes para essa atuação.

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