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Rapper Pras, dos Fugees, se entrega para cumprir pena de 14 anos

Pras Michel inicia pena de 14 anos em prisão federal; recurso continua, contestando acusações de lavagem de dinheiro, FARA e lobby ilegal

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  • Pras Michel, integrante dos Fugees, começou a cumprir uma pena de 14 anos em uma prisão federal em Safford, Arizona, após ser condenado em 2023 por lavagem de dinheiro, lobby ilegal e violações de financiamento de campanha.
  • O réu pretende recorrer enquanto estiver preso, e a equipe jurídica afirma que seus direitos foram violados e que a verdade pode emergir no recurso.
  • A data de início da pena foi ajustada pelo tribunal: inicialmente seria em janeiro, passou para março e depois para 30 de abril.
  • Antes de se apresentar, Michel passou tempo com a família; ele é vegan, não bebe e não fuma.
  • No documento do processo, constam acusações anteriores de arrecadação de recursos para a campanha de reeleição de Barack Obama em 2012, além de ligações com o financista Low Taek Jho e alegações de uso de dinheiro para lobby junto ao governo Trump e para obstruir investigações.

Pras Michel, rapper dos Fugees, se apresentou à Federal Correctional Institution de Safford, no Arizona, para iniciar uma pena de 14 anos após ser condenado em 2023 por lavagem de dinheiro, lobby ilegal e violações de financiamento de campanha. O anúncio confirma o início do cumprimento.

A defesa pretende recorrer durante o cumprimento da pena, principalmente questionando supostas violações de direitos no processo. A equipe jurídica sustenta que os autos indicam erros que podem reverter parte das acusações relacionadas à FARA.

A família e representantes de Michel foram informados da decisão e acompanharam o desfecho. A Justiça já havia definido datas de início do cumprimento: inicialmente janeiro, depois março, e, por fim, 30 de abril como prazo de apresentação.

Entrega e histórico do caso

Michel foi indiciado em 2019 por contribuições ilegais para a campanha de reeleição de Barack Obama em 2012, com desdobramentos para fraude bancária, ocultação de fatos relevantes, intimidação de testemunhas e atuação como agente não registrado da China, conforme o DOJ.

As acusações também envolvem a relação de Michel com o financista malaio Jho Low, apontado como responsável por um esquema milionário envolvendo fundos estatais. Segundo o Departamento de Justiça, parte de recursos teria sido usado para lobby junto ao governo americano com o objetivo de interromper investigações.

A defesa afirma que as acusações ligadas à FARA e aos pagamentos foram apresentadas sem fundamentação sólida, e que o caso depende de documentos extensos. A equipe jurídica afirma que o recurso está em fase inicial e que há muitos arquivos para analisar.

Aspectos pessoais e contexto recente

Antes de se entregar, Michel passou tempo com a família, mantendo um estilo de vida discreto. Segundo a assessoria, ele evita hábitos nocivos e mantém hábitos saudáveis. Em abril, o rapper participou de atividades ligadas ao show business, mantendo contatos com artistas conhecidos.

Entre 2023 e 2024, Michel participou de reuniões dos Fugees, embora tenha se distanciado de Lauryn Hill e Wyclef Jean em alguns momentos. A assessoria informou que houve participação de Hill em um dos shows onde Michel cantou parte de uma de suas músicas.

Perspectivas legais

A defesa de Michel trabalha para demonstrar que houve violação de direitos no processo e que os autos mostram inconsistências. Não há ainda prazo definitivo para desfecho do recurso, que deverá tramitar nos tribunais federais. A equipe jurídica enfatiza que o caso é complexo e envolve múltiplos documentos.

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