- A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informou que o reajuste no preço do querosene de aviação (QAV) ficou em 18%, elevando o principal custo do transporte aéreo e pressionando as passagens, já que houve o terceiro aumento desde o início dos conflitos no Oriente Médio.
- A Petrobras afirmou que o aumento segue a fórmula de paridade internacional e permitirá o parcelamento de parte do reajuste em seis vezes, com início em julho de 2026.
- A Abear destacou que, mesmo diante da crise global de combustíveis, o Brasil tem condições de atenuar impactos por produzir quase todo o QAV internamente.
- O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) publicou manifesto alertando sobre três decisões políticas que podem afetar a segurança dos voos, a saúde dos tripulantes e a soberania do espaço aéreo.
- Entre as medidas, o SNA cita o Projeto de Lei 539/2024, que autoriza empresas estrangeiras a operarem voos domésticos na Amazônia Legal com tripulação estrangeira, além de pressões sobre o RBAC 117 e sobre aposentadoria especial para trabalhadores expostos a agentes nocivos.
Duas entidades do setor aéreo divulgaram manifestos sobre as dificuldades enfrentadas pelas companhias nacionais. A Abear afirma que o reajuste do querosene de aviação, anunciado pela Petrobras, traz impactos gravíssimos na conectividade do País. O SNA aponta riscos maiores com regras que podem frear a competição e piorar a saúde de tripulantes embarcados.
A Petrobras confirmou um reajuste de 18% no QAV, equivalente a 1 real por litro. O aumento, o terceiro desde o início dos conflitos no Oriente Médio, é justificado pela empresa pela aplicação de uma fórmula de paridade internacional. Parte do valor pode ser parcelada em seis parcelas a partir de julho de 2026.
Segundo a Abear, o ajuste eleva o principal custo do setor e reforça a alta acumulada acima de 100% desde o começo da crise. A associação afirma ainda que, como o Brasil produz a maior parte do QAV consumido, há margem para reduzir impactos sobre a população.
O SNA encaminhou ao Congresso, ao Executivo e à população um manifesto técnico e fundamentado. O documento alerta para decisões políticas que, segundo o sindicato, podem comprometer a segurança dos voos, a saúde dos tripulantes e a soberania do espaço aéreo.
Editores e mudanças regulatórias
O primeiro ponto cita o Projeto de Lei 539/2024, que autoriza empresas estrangeiras a operar voos domésticos na Amazônia com tripulação estrangeira. O SNA afirma que a medida cria concorrência predatória e desleal, prejudicando companhias nacionais.
O segundo ponto aborda a revisão do RBAC 117, relacionada ao gerenciamento do risco de fadiga humana. O sindicato critica a ausência de avanço e aponta riscos de jornadas ampliadas e flexibilizações sem construção coletiva.
O SNA também questiona a retirada de pauta do PLP que regulamenta a aposentadoria especial para trabalhadores expostos a agentes nocivos, incluindo aeronautas. A entidade pede que o PL 539/2024 seja rejeitado no Senado e que o PLP 42/2023 tenha tramitação desbloqueada na Câmara.
A Anac e os Ministérios de Portos e Aeroportos devem retomar o diálogo sobre o RBAC 117, segundo o sindicato. A reportagem é da Agência Estado e liga os temas à saúde dos trabalhadores e à segurança operacional.
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