- O pré-candidato do Novo, Romeu Zema, afirmou em entrevista ao Canal Livre que ministros do STF usam o cargo para enriquecimento próprio e para balcão de negócios, dizendo que a permanência de alguns é “insustentável”.
- Questionado sobre quem deveria deixar o cargo, ele disse que não precisa citar nomes e que todos que viajaram em jatinhos de Vorcaro não merecem cargo público, citando proximidade com o que chamou de maior criminoso financeiro da história.
- O deputado Nikolas Ferreira já viajou em jatinho de Vorcaro durante a campanha de 2022; o TCU arquivou a representação que pediu investigação e encaminhou o caso à Justiça Eleitoral. Outros parlamentares também viajaram no mesmo avião.
- Zema associou o caso Master à impunidade no Brasil, afirmou que a Lava Jato foi comprometida e alegou que o tema tem “tentáculos” dentro do governo.
- Em Segurança Pública, elogiou políticas de El Salvador para redução de homicídios, defendeu endurecimento contra facções criminosas e propôs medidas como pena mínima de 25 anos sem benefícios e melhoria no regime de custódia.
O pré-candidato à Presidência do Novo, Romeu Zema, criticou ministros do STF durante entrevista ao canal Band Canal Livre, veiculada no domingo, 3 de maio de 2026. Ele associou a atuação de integrantes da Corte a enriquecimento próprio, citando dependence com decisões e reconhecimento de cargos.
Segundo Zema, a decisão de eleitores em outubro de 2026 dependerá de escolher entre os que considera intocáveis e os chamados brasileiros de bem. O ex-governador chamou a atenção para a permanência de alguns ministros no cargo, afirmando que esse quadro é insustentável e prejudica o país.
A fala de Zema também tratou de proximidades entre ministros e pessoas ligadas a Vorcaro, ex-banqueiro envolvido no caso Master. O ex-governador afirmou que quem voou em jatinhos de Vorcaro durante campanhas não merece ocupar cargo público, sem citar nomes. A denúncia envolve figuras do Congresso que viajaram em aeronaves associadas ao banqueiro.
O deputado Nikolas Ferreira, filiado ao PL-MG, chegou a viajar em jatinho ligado a Vorcaro em 2022. O TCU arquivou a representação que pediu apuração sobre o episódio e encaminhou o caso à Justiça Eleitoral. Também teriam viajado em aeronaves do banqueiro o senador Ciro Nogueira, além de deputados e ex-ministros do governo Bolsonaro.
Zema associou o escândalo envolvendo Vorcaro ao que chamou de impunidade no Brasil, atribuindo à Lava Jato o desmantelamento de controles. O ex-governador citou a ideia de que, sem punições eficazes, crimes e tentáculos do crime organizado ganham espaço na gestão pública, segundo a sua análise.
Segurança pública
O ex-chefe de Minas Gerais elogiou políticas de El Salvador para redução de homicídios, defendendo o enquadramento de facções criminosas como terrorismo. A fala indicou a adoção de penas mais severas, com alegação de que medidas mínimas fortes são necessárias para reduzir a criminalidade.
Zema afirmou que pretende aumentar o custo do crime, sinalizando possível construção de mais presídios ou superlotação. Afirmou ainda que prefere manter criminosos presos, em vez de liberá-los, como parte de uma estratégia de endurecimento penal. Também mencionou propostas de endurecimento de medidas cautelares para reincidentes.
Entre na conversa da comunidade