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Zema propõe idade mínima de 60 anos para ministros do STF

Zema defende idade mínima de sessenta anos para ministros do STF e mudança no mecanismo de indicação, reduzindo poder do presidente

Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais (Foto: Divulgação)
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  • O pré-candidato Romeu Zema defende idade mínima de 60 anos para indicar um ministro do STF, com limitando a 15 anos de atuação na Corte.
  • Ele compara a posse no STF ao “coroamento” de uma longa carreira, igualando o cargo ao papado na Igreja Católica.
  • Atualmente, ministros do STF devem ter entre 35 e 70 anos, com indicação do presidente e aprovação do Senado; a aposentadoria é compulsória aos 75 anos desde 2015.
  • Zema também propõe mudar a forma de indicação dos ministros, defendendo que o processo seja mediado por outras cortes ou instituições, como STJ, Ministério Público Federal ou OAB.
  • Ele afirma que manter apenas o presidente da República criando indicados gera excessiva autonomia e sugere uma mudança para reduzir esse poder.

Romeu Zema, pré-candidato à presidência pelo Novo de Minas Gerais, afirmou que, se eleito em 2027, tentará estabelecer a idade mínima de 60 anos para a posse de ministros no STF. A ideia é associar a investidura à experiência, comparando a função ao papado na Igreja Católica.

Segundo o político, a mudança também limitaria a permanência de uma mesma pessoa na vaga a 15 anos, visando mais ciclos de renovação. A ideia foi apresentada durante entrevista ao programa Canal Livre.

O STF atualmente admite ministros com idade entre 35 e 70 anos, com escolha pelo presidente da República e sabatina no Senado. A aposentadoria compulsória ocorre aos 75 anos desde 2015, conforme a Constituição.

Para Zema, a forma de indicação deve mudar. Ele critica o poder concentrado no presidente e sugere participação de cortes, como o STJ, o Ministério Público Federal ou a OAB no processo de escolha dos ministros.

A proposta envolve ampliar o arcabouço de indicação para além da decisão do chefe do Executivo, buscando maior governança e independência no Judiciário, segundo o candidato. A ideia ainda não tem tramitação formal.

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