- Aproximadamente 50 mil pessoas se reuniram em um parque de Tóquio para apoiar a Constituição de 1947, no domingo, dia nacional da memória constitucional.
- A manifestação ocorre no contexto de esforços da primeira-ministra Sanae Takaichi para revisar a Carta Magna e ampliar restrições ao uso das Forças Armadas, abrindo o Japão ao mercado bélico.
- O ato em Tóquio ocorreu junto com outras mobilizações em dezenas de cidades do país, originadas após o primeiro ato em fevereiro, que reuniu 3.600 pessoas em frente ao Parlamento.
- O tema da reforma é polarizante: pesquisas divergem sobre o apoio à mudança, com estimativas que variam entre cerca de 47% a favor e significativa parcela contrária.
- Em viagem ao Vietnã, Takaichi reafirmou a defesa da reforma constitucional, dizendo que a norma deve ser atualizada periodicamente para refletir as demandas da época.
Cerca de 50 mil pessoas se reuniram neste domingo em um parque de Tóquio para apoiar a Constituição de 1947, conhecida pela cláusula pacifista. O objetivo é manter o pacifismo mesmo diante de debates sobre o papel militar do Japão.
A mobilização ocorre em meio a esforços da premiê Sanae Takaichi para abrir o Japão ao mercado global de armas e revisar a Carta Magna para facilitar o uso das Forças Armadas. A proposta é alvo de intensa polêmica no país.
Manifestantes também participaram de eventos semelhantes em várias cidades, ampliando o dia de memória constitucional. A mobilização reflete a disputa entre mantenedores do status atual e setores que defendem mudanças.
Contexto constitucional
Desde o pós–Segunda Guerra, a constituição japonesa impede o uso da força para resolver disputas internacionais, com exceção autoriza apenas autodefesa. A reforma defendida por Takaichi propõe alterações significativas nesse arranjo, com apoio popular ainda dividido.
Pesquisas sobre o tema divergem: o Yomiuri Shimbun aponta maioria a favor da revisão, enquanto o Asahi Shimbum traz números próximos da metade. A viabilidade depende de maioria qualificada no Legislativo e de referendo.
Opiniões e perspectiva política
A prefeitura aponta que a revisão exige apoio amplo no Parlamento para avançar. Críticos argumentam que mudanças podem ampliar riscos de confrontos internacionais. Unidades locais de oposição reforçam o debate em torno de prioridades nacionais.
Durante viagem ao Vietnã, Takaichi reiterou a defesa de atualizar a constituição para refletir demandas da época. A líder afirmou que políticos devem discutir e decidir sobre o tema para manter a confiança do povo.
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