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50.000 vão às ruas em apoio à Constituição pacifista do Japão

Em Tóquio, cerca de cinquenta mil pessoas protestam em defesa da Constituição pacifista, enquanto premiê busca revisar cláusula que restringe as Forças Armadas

Pessoas seguram cartazes com os dizeres “Não à guerra” e “Parem a revisão constitucional e a expansão militar” durante a Grande Manifestação pela Constituição de 2026, em comemoração ao Dia da Constituição, em Tóquio, em 3 de maio de 2026
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  • Aproximadamente 50 mil pessoas se reuniram em um parque de Tóquio para apoiar a Constituição de 1947, no domingo, dia nacional da memória constitucional.
  • A manifestação ocorre no contexto de esforços da primeira-ministra Sanae Takaichi para revisar a Carta Magna e ampliar restrições ao uso das Forças Armadas, abrindo o Japão ao mercado bélico.
  • O ato em Tóquio ocorreu junto com outras mobilizações em dezenas de cidades do país, originadas após o primeiro ato em fevereiro, que reuniu 3.600 pessoas em frente ao Parlamento.
  • O tema da reforma é polarizante: pesquisas divergem sobre o apoio à mudança, com estimativas que variam entre cerca de 47% a favor e significativa parcela contrária.
  • Em viagem ao Vietnã, Takaichi reafirmou a defesa da reforma constitucional, dizendo que a norma deve ser atualizada periodicamente para refletir as demandas da época.

Cerca de 50 mil pessoas se reuniram neste domingo em um parque de Tóquio para apoiar a Constituição de 1947, conhecida pela cláusula pacifista. O objetivo é manter o pacifismo mesmo diante de debates sobre o papel militar do Japão.

A mobilização ocorre em meio a esforços da premiê Sanae Takaichi para abrir o Japão ao mercado global de armas e revisar a Carta Magna para facilitar o uso das Forças Armadas. A proposta é alvo de intensa polêmica no país.

Manifestantes também participaram de eventos semelhantes em várias cidades, ampliando o dia de memória constitucional. A mobilização reflete a disputa entre mantenedores do status atual e setores que defendem mudanças.

Contexto constitucional

Desde o pós–Segunda Guerra, a constituição japonesa impede o uso da força para resolver disputas internacionais, com exceção autoriza apenas autodefesa. A reforma defendida por Takaichi propõe alterações significativas nesse arranjo, com apoio popular ainda dividido.

Pesquisas sobre o tema divergem: o Yomiuri Shimbun aponta maioria a favor da revisão, enquanto o Asahi Shimbum traz números próximos da metade. A viabilidade depende de maioria qualificada no Legislativo e de referendo.

Opiniões e perspectiva política

A prefeitura aponta que a revisão exige apoio amplo no Parlamento para avançar. Críticos argumentam que mudanças podem ampliar riscos de confrontos internacionais. Unidades locais de oposição reforçam o debate em torno de prioridades nacionais.

Durante viagem ao Vietnã, Takaichi reiterou a defesa de atualizar a constituição para refletir demandas da época. A líder afirmou que políticos devem discutir e decidir sobre o tema para manter a confiança do povo.

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