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Alegação de Hegseth de envio de tropas a centros de votação é falsa

Defesa: afirmação de envio de tropas a locais de votação é contestada; 11 estados dizem que tropas não foram enviadas e atuaram apenas nos bastidores

O Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, fala durante uma coletiva de imprensa no Pentágono em 8 de abril de 2026, em Arlington, Virgínia.
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  • O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse em comissões que, em 2024, tropas teriam sido enviadas a locais de votação em 15 estados — afirmação falsa.
  • Onze estados que responderam à CNN disseram não ter enviado tropas da Guarda Nacional a locais de votação durante as eleições de 2024.
  • As tropas da Guarda atuaram, se existiu, nos bastidores—em cibersegurança ou como contatos internos—ou não foram ativadas pelos governadores, não pelo presidente.
  • Exemplos: Iowa, Arizona, Delaware, Illinois, Novo México, Carolina do Norte, Pensilvânia e Virgínia Ocidental disseram não ter tropas em locais de votação; algumas ações ocorreram de forma remota ou em apoio cibernético.
  • Durante a audiência no Senado, Hegseth manteve a alegação, mas também não houve confirmação de que 15 estados teriam enviado tropas; governo federal não fixou ações desse tipo em 2024.

Hegseth, secretário de Defesa, apresentou uma afirmação falsa de que tropas teriam sido enviadas a locais de votação durante as eleições de 2024 sob a administração de Joe Biden. A alegação foi feita em audiências no Congresso, primeiro na Câmara e depois no Senado, e suscitou checagens de várias fontes. Em resposta, 11 estados contactados pela CNN negaram ter deslocado militares para locais de votação.

Segundo as informações coletadas, as ações da Guarda Nacional nas eleições de 2024 foram determinadas por governadores estaduais, não pelo presidente. Os estados entrevistados disseram que, quando houve apoio, foi para funções de cibersegurança, coordenação entre agências ou prontidão em serviço estadual, sem presença física em locais de votação. Ao todo, 11 estados afirmaram não ter enviado tropas para votações.

Delaware, Illinois, Novo México, Carolina do Norte, Pensilvânia e Virgínia Ocidental detailedamente afirmaram que não houve tropas em locais de votação; em vez disso, houve suporte cibernético ou atuação em etapas de coordenação. Outros estados como Havaí, Oregon e Washington disseram não ter mobilizado tropas para locais de votação; algumas atividades foram apenas de planejamento ou prontidão, sem acionamento de presença no dia da eleição.

A CNN solicitou comentários oficiais do Departamento de Defesa, que não respondeu. O Stars and Stripes reportou a lista inicial de estados que teriam ativado tropas, mas novas informações indicaram que, na prática, esse deslocamento não ocorreu. Oficiais da Guarda Nacional em vários estados confirmaram que o papel foi técnico ou de suporte remoto, não de presença em locais de votação.

Entre as explicações relevantes, a ideia de envio de tropas em 2024 foi rechaçada por senadores e autoridades, que ressaltaram que a atuação ocorreu apenas por meio de contingências técnicas. Um porta-voz do National Guard Bureau afirmou que, até a época, as ações não envolveram distúrbios civis nem presença direta em locais de votação, mas sim apoio a redes e infraestruturas eleitorais.

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