Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Briga no STF por área de 2,2 milhões de campos pode alterar divisa MT-PA

STF agenda audiência para possível reavaliação da divisa entre Mato Grosso e Pará, envolvendo 2,2 milhões de campos de futebol (22 mil km²) e impactos para famílias locais

Mato Grosso alega erro na demarcação e quer de volta território incorporado ao Estado vizinho há mais de 100 anos; região tem 350 mil cabeças de gado e a 10ª maior usina hidrelétrica do País
0:00
Carregando...
0:00
  • Mato Grosso alega erro na demarcação da divisa e quer reaver território de 2,2 milhões de campos de futebol, área incorporada ao Pará há mais de 100 anos.
  • A disputa envolve cerca de 22 mil km² na região do Salto das Sete Quedas, entre os rios Araguaia e Teles Pires, onde há alto potencial agrícola e econômico.
  • A área tem aproximadamente 350 mil cabeças de gado e abriga a Usina Teles Pires, a décima maior do país.
  • O STF já decidiu, em 2020, que a área faz parte do Pará; Mato Grosso recorre e há audiência de conciliação marcada para 21 de maio.
  • Moradores enfrentam longas distâncias para acessar serviços públicos (até 800 quilômetros), com as prefeituras mato-grossenses oferecendo atendimento na prática.

O STF vai decidir sobre a linha de demarcação entre Mato Grosso e Pará, em área de 2,2 milhões de campos de futebol. Mato Grosso contesta suposto erro cartográfico que ampliaria território para o Pará há mais de 100 anos, na região do Salto das Sete Quedas. A audiência de conciliação foi marcada para 21 de maio, a pedido do governo mato-grossense.

A demarcação de 1922 teria deslocado 22 mil km² para o Pará. A disputa envolve a área entre os rios Araguaia e Teles Pires, onde fica a usina hidrelétrica Teles Pires, a décima maior do país, e grande potencial agrícola.

Mato Grosso sustenta que a área foi incorporada por erro físico na linha seca que não segue cursos d’água, deixando moradores sem acesso a serviços em cidades paraenses. Governos locais alegam que municípios da região continuam sob abrangência mato-grossense para saúde, educação e segurança.

Pará afirma que, em 2020, STF reconheceu a posse da região como território paraense. Segundo o governo paraense, há cerca de 300 propriedades rurais, com mais de 350 mil cabeças de gado na área, que já teve regularização fundiária iniciada após a decisão.

O governo de Mato Grosso aponta ainda dificuldades logísticas para os moradores, com distâncias de até 800 quilômetros até municípios do Pará e barreiras para novas vias devido a áreas indígenas protegidas. Prefeitos de Alta Floresta e Paranaíta dizem que a indefinição afeta famílias que vivem no território disputado.

Contexto histórico

A disputa tem raízes em acordo de 1900 para definir fronteira. A linha seria traçada entre marcos dos Rios Javaés, Araguaia e a Cachoeira das Sete Quedas, no Rio Teles Pires. A alegação mato-grossense sustenta que houve erro na cartografia, que teria usado o Salto como referência. O caso tramita há anos no STF.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais